POLÍCIA CIVIL DE SC GANHA ESPAÇO EM GRUPO NACIONAL PARA CAPACITAR EQUIPES COM CÃES ESPECIALIZADOS EM OPERAÇÕES DE ALTA COMPLEXIDADE

Agente de polícia Neilan Aurelio Canabarro, integrante da Coordenadoria de Operações Policiais com Cães (COPC) da Polícia Civil de Santa Catarina, representa a instituição em Câmara Temática da Senasp, em Brasília.

A experiência de Santa Catarina com o emprego de cães em operações policiais ganhou espaço nas discussões nacionais sobre segurança pública. A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) participa, em Brasília, da Câmara Temática criada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para estruturar o Curso de Buscas de Restos Mortais Humanos, uma formação que pretende estabelecer padrões técnicos para o trabalho de equipes especializadas em diferentes regiões do Brasil.

A PCSC é representada pelo agente de polícia Neilan Aurelio Canabarro, integrante da Coordenadoria de Operações Policiais com Cães (COPC) e profissional que atua no Núcleo de Operações com Cães (NOC) de São Lourenço do Oeste.

A iniciativa faz parte do Programa Cão Protetor, desenvolvido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e reúne profissionais com experiência em cinotecnia — área voltada ao treinamento e emprego operacional de cães — para construir diretrizes que poderão ser adotadas por forças de segurança e salvamento de todo o país.

Além da Polícia Civil catarinense, participam das discussões representantes do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR).

Curso deverá criar padrão nacional de atuação

Um dos principais objetivos da Câmara Temática é desenvolver uma formação técnica capaz de uniformizar procedimentos utilizados na localização de restos mortais humanos. Para isso, o grupo trabalha na elaboração da matriz curricular, dos protocolos operacionais e das diretrizes práticas que deverão orientar o novo curso.

A proposta busca aproximar os métodos empregados pelas diferentes instituições, permitindo que cães e condutores sejam preparados dentro de parâmetros semelhantes, independentemente do Estado ou da força de segurança responsável pela operação.

A capacitação deverá atender situações que envolvem tanto investigações criminais quanto operações de busca e salvamento, incluindo ocorrências de elevada complexidade.

Entre os temas discutidos estão a padronização de procedimentos utilizados em investigações, desastres e desabamentos, o aperfeiçoamento das técnicas de treinamento de cães de faro especializados e o desenvolvimento das capacidades dos chamados binômios, formados pelo cão e seu condutor.

PCSC é reconhecida pela atuação especializada

A participação de um representante catarinense na construção das diretrizes nacionais também reforça o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil de Santa Catarina na área de cinotecnia.

Para a delegada Mardjoli Valcareggi, coordenadora da COPC, a presença de Neilan Canabarro no grupo nacional demonstra o reconhecimento da experiência acumulada pela instituição catarinense e do nível de preparação dos profissionais que atuam com cães policiais.

“A participação de um representante da Polícia Civil de Santa Catarina demonstra a posição de destaque da nossa Coordenadoria de Operações Policiais com Cães (COPC) em nível nacional, que serve como referência para outras instituições e estados. Ter um profissional capacitado como o Neilan Canabarro na nossa instituição é motivo de grande orgulho. Ele merece todo o nosso reconhecimento pelo pioneirismo e pela consolidação do trabalho policial com cães, que só tende a evoluir”, destaca a delegada.

Conhecimento catarinense na construção de protocolos

A atuação de Neilan Canabarro na Câmara Temática permite que conhecimentos adquiridos pela PCSC em operações com cães sejam considerados na construção de parâmetros que poderão orientar equipes cinotécnicas de diferentes Estados.

A intenção é estabelecer uma linguagem operacional comum, com procedimentos mais uniformes, métodos de treinamento alinhados e critérios técnicos adequados para operações que exigem precisão, segurança e preparo especializado.

A padronização é considerada especialmente importante em ocorrências nas quais diferentes forças de segurança e salvamento precisam atuar de maneira integrada. Protocolos comuns podem facilitar a comunicação entre equipes, organizar procedimentos e contribuir para maior eficiência durante as buscas.

Integração entre forças de segurança e salvamento

A criação do novo curso representa mais um passo no processo de fortalecimento da cinotecnia aplicada à segurança pública brasileira.

Por meio do Programa Cão Protetor, a Senasp pretende ampliar a integração entre instituições, promover a qualificação de profissionais e cães e disseminar conhecimentos técnicos capazes de aprimorar o emprego operacional dos animais.

A iniciativa reúne, portanto, não apenas especialistas em treinamento canino, mas profissionais que vivenciam diferentes realidades de investigação, atendimento a ocorrências e operações de busca.

A expectativa é que o trabalho desenvolvido pela Câmara Temática resulte em uma formação nacional capaz de elevar o nível de preparação dos cães especializados e de seus condutores, fortalecendo a atuação conjunta das forças de segurança e salvamento.

Referência que ultrapassa as fronteiras de Santa Catarina

Com a participação na construção do curso nacional, a Polícia Civil de Santa Catarina amplia sua contribuição para além das operações realizadas no Estado.

A experiência da COPC e dos Núcleos de Operações com Cães passa a integrar uma discussão voltada à criação de referências técnicas nacionais, contribuindo para que diferentes instituições possam trabalhar com procedimentos mais seguros, especializados e padronizados.

A presença catarinense em Brasília evidencia, assim, o avanço da cinotecnia como ferramenta estratégica para a segurança pública e reforça o papel dos cães policiais em operações que exigem treinamento especializado, integração entre equipes e elevado grau de precisão.

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