OPERAÇÃO “DEEP TRACE” MIRA ARMAZENAMENTO DE MATERIAL DE ABUSO SEXUAL INFANTIL EM BALNEÁRIO PIÇARRAS

Operação “Deep Trace” foi deflagrada nesta terça-feira (11) pelo CyberGAECO, em apoio à 2ª Promotoria de Justiça de Balneário Piçarras. Mandado de busca e apreensão resultou na localização de material investigado e em prisão em flagrante.

Uma investigação sobre a circulação e o armazenamento de material de abuso sexual infantil no ambiente virtual levou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a deflagrar, na manhã desta terça-feira (11), a Operação “Deep Trace”, em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, em apoio à investigação conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Piçarras.

A operação teve como objetivo cumprir um mandado de busca e apreensão, autorizado pela 2ª Vara da Comarca de Balneário Piçarras. A medida cautelar foi determinada a partir de elementos reunidos durante o trabalho investigativo, que apontaram para a possível prática de crime envolvendo o armazenamento de arquivos de abuso sexual infantil em ambiente digital.

Investigação identificou armazenamento de arquivos

De acordo com as informações divulgadas pelo MPSC, o investigado teria realizado o download e o armazenamento de arquivos contendo material de abuso sexual infantil em dispositivos digitais.

Os elementos obtidos durante a apuração foram utilizados para fundamentar o pedido judicial de busca e apreensão. Durante o cumprimento da medida, os agentes localizaram e confirmaram o armazenamento do material investigado.

Diante da constatação, foi lavrado auto de prisão em flagrante.

A ação representa uma etapa importante da investigação, mas o trabalho das autoridades não termina com o cumprimento do mandado. Os equipamentos eletrônicos e demais mídias apreendidas serão encaminhados para análise pericial especializada.

Perícia pode ampliar investigação

A análise técnica dos dispositivos poderá fornecer novas informações sobre os fatos investigados e auxiliar na identificação de eventuais outras condutas relacionadas ao caso.

O trabalho pericial também poderá contribuir para esclarecer a extensão da atividade investigada, sempre dentro dos limites estabelecidos pela investigação e pelas decisões judiciais.

A apreensão de equipamentos eletrônicos é considerada estratégica em investigações dessa natureza, já que dispositivos digitais podem conter informações relevantes para a reconstrução das circunstâncias relacionadas aos crimes investigados.

Ação reforça combate aos crimes contra crianças e adolescentes na internet

A Operação “Deep Trace” faz parte do conjunto de ações desenvolvidas pelo Ministério Público de Santa Catarina para combater crimes praticados no ambiente virtual envolvendo a exploração sexual de crianças e adolescentes.

A atuação especializada busca acompanhar a evolução dos crimes digitais e utilizar ferramentas de investigação capazes de identificar suspeitos, preservar elementos de prova e subsidiar a responsabilização criminal dos envolvidos.

O MPSC reforça, por meio dessas iniciativas, o compromisso institucional com a proteção de crianças e adolescentes e o enfrentamento de crimes cometidos no ambiente digital.

Por que “Deep Trace”?

O nome da operação, “Deep Trace”, pode ser traduzido como “rastreamento profundo”.

A denominação faz referência ao trabalho contínuo e aprofundado desenvolvido pelo CyberGAECO para identificar, rastrear e responsabilizar autores de crimes praticados em ambientes virtuais.

O conceito também está relacionado à complexidade das investigações digitais, que podem exigir técnicas especializadas para localizar evidências e estabelecer conexões entre diferentes elementos encontrados durante a apuração.

GAECO reúne forças de segurança e órgãos de fiscalização

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma estrutura do Ministério Público de Santa Catarina voltada à identificação, prevenção e repressão de organizações criminosas.

A atuação integrada reúne representantes do Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.

Essa composição permite a realização de operações conjuntas e o compartilhamento de conhecimentos e recursos especializados em investigações de maior complexidade.

CyberGAECO atua no combate aos crimes virtuais

Inserido na estrutura do GAECO, o CyberGAECO é uma força-tarefa especializada na investigação de infrações penais praticadas em ambientes virtuais.

A unidade atua na identificação, prevenção e repressão de crimes digitais, utilizando técnicas específicas para rastreamento, coleta e análise de informações relacionadas a atividades ilícitas na internet.

No caso da Operação “Deep Trace”, a atuação especializada foi direcionada à investigação de armazenamento de material de abuso sexual infantil, com o cumprimento da medida judicial e a apreensão de equipamentos que agora serão submetidos à perícia.

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