ALESC APROVA PRIORIDADE PARA PESSOAS COM EPILEPSIA E PROJETOS QUE EXTINGUEM A COHAB E REGULAMENTAM DIVISÃO DO IBS

Proposta aprovada nesta terça conclui processo de extinção da Cohab/SC, companhia responsável pela política habitacional do Estado. //FOTO: Cohab/SC

Os deputados estaduais de Santa Catarina aprovaram, na tarde desta terça-feira (11), o Projeto de Lei (PL) 578/2024, que estabelece atendimento prioritário às pessoas com epilepsia em estabelecimentos e serviços que ofereçam atendimento ao público no Estado.

A proposta determina que a prioridade seja garantida por meio da disponibilização de caixas, postos, guichês, linhas ou atendentes específicos para esse público. Na ausência de estrutura exclusiva, a pessoa com epilepsia deverá ser atendida imediatamente após a conclusão do atendimento que estiver em andamento.

A condição deverá ser comprovada por laudo médico ou por uma carteira de identificação, cuja regulamentação ficará a cargo do Poder Executivo.

A medida busca facilitar o acesso aos serviços e assegurar tratamento prioritário às pessoas com epilepsia, especialmente em situações nas quais o atendimento convencional possa representar maior dificuldade.

Cohab/SC chega ao fim após processo iniciado em 2017

Também foi aprovado o PL 466/2026, encaminhado pelo Poder Executivo, que prevê a extinção da Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab/SC) e estabelece a transferência do patrimônio remanescente da companhia para o Estado.

Pelo texto aprovado, o espólio da Cohab será incorporado à estrutura estadual por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família (SAS).

A proposta encerra formalmente o processo de liquidação da companhia, iniciado em 2017, quando começou a desmobilização da empresa que durante décadas esteve vinculada à execução da política habitacional de Santa Catarina.

Regularização fundiária passa para a Secretaria de Assistência Social

Além de formalizar o encerramento da Cohab, o projeto estabelece novas responsabilidades para o Estado na área de regularização fundiária.

A SAS ficará responsável pela condução das ações relacionadas à regularização de imóveis, atendimento aos mutuários, emissão de documentos de quitação e desenvolvimento de programas vinculados à política habitacional e fundiária.

Durante a tramitação na Assembleia Legislativa, o texto recebeu uma emenda apresentada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A alteração assegura que os empregados públicos concursados ou estabilizados da Cohab/SC continuem exercendo suas atividades na SAS, integrando um quadro especial. As respectivas vagas serão extintas gradualmente à medida que ficarem desocupadas.

IBS terá novos critérios para distribuição aos municípios

Outra proposta do Poder Executivo aprovada nesta terça-feira trata da repartição da arrecadação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) destinada aos municípios.

O IBS faz parte do novo sistema tributário criado pela Reforma Tributária aprovada pelo Congresso Nacional em 2023. A implantação do tributo ocorrerá de forma gradual e, no novo modelo, ele substituirá gradualmente tributos atualmente incidentes sobre o consumo, entre eles o ICMS e o ISS.

O projeto aprovado pela Alesc estabelece os critérios que serão utilizados para distribuir entre os municípios catarinenses a parcela do IBS que lhes couber.

População terá maior peso na divisão

De acordo com a proposta aprovada, 80% da parcela municipal do IBS será distribuída com base no chamado Índice de Participação Municipal (IPM) Populacional.

O cálculo levará em consideração os dados do último Censo ou da estimativa populacional mais recente realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na prática, o critério estabelece uma relação direta entre população e participação na arrecadação: municípios mais populosos terão direito a uma parcela maior dessa fatia da receita.

Educação e meio ambiente também entram no cálculo

Os demais critérios procuram vincular parte da distribuição do imposto a indicadores de desempenho e políticas públicas.

10% serão distribuídos de acordo com o IPM Educacional, considerando indicadores relacionados à melhoria dos resultados de aprendizagem.

Outros 5% serão destinados conforme o IPM Ambiental, calculado a partir de indicadores de preservação ambiental e de ações desenvolvidas pelos municípios, inclusive iniciativas realizadas no ambiente escolar.

Os 5% restantes serão divididos em valores iguais entre todos os municípios catarinenses.

O modelo, portanto, combina três fatores principais: população, desempenho educacional e indicadores ambientais, além de uma parcela distribuída igualmente entre as cidades.

Projetos seguem para sanção

Com a aprovação em Plenário, os três projetos avançam para a próxima etapa do processo legislativo.

As proposições aprovadas nesta terça-feira seguem agora para sanção do governador, que poderá transformar os textos em lei.

ALESC EXPLICA

Como será o atendimento prioritário às pessoas com epilepsia?

O PL 578/2024 prevê caixas, postos, guichês, linhas ou atendentes específicos. Caso essa estrutura não exista, o atendimento deverá ocorrer imediatamente após aquele que estiver em andamento.

Como será comprovada a condição?

Por laudo médico ou carteira de identificação que deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo.

O que acontece com a Cohab/SC?

O PL 466/2026 prevê a extinção da companhia e transfere seu espólio e atribuições relacionadas à regularização fundiária para a Secretaria de Estado da Assistência Social, Mulher e Família.

Como será dividido o IBS destinado aos municípios?

Pelo texto aprovado, a distribuição considera quatro critérios: 80% pelo índice populacional, 10% pelo índice educacional, 5% pelo índice ambiental e 5% divididos igualmente entre os municípios.

 

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