
A revisão do Plano de Mobilidade Urbana de Florianópolis, o PlanMob, entra em uma nova etapa decisiva a partir de agosto. Depois de concluir uma série de levantamentos técnicos, pesquisas de deslocamento e análises sobre o comportamento da mobilidade na Capital e na região metropolitana, a Prefeitura agora abre espaço para que a população ajude a definir quais são os principais problemas e prioridades de cada comunidade.
Por meio da Secretaria Executiva de Operações de Mobilidade, o Município realizará dez oficinas comunitárias ao longo do mês, em diferentes regiões da cidade. A proposta é aproximar o planejamento técnico da realidade vivida diariamente pelos moradores, identificando dificuldades que fazem parte da rotina de quem utiliza ônibus, automóveis, bicicletas ou se desloca a pé.
Os encontros serão abertos a toda a comunidade e não será necessário realizar inscrição prévia.
A primeira oficina está marcada para 4 de agosto, às 19h, na EBM Virgílio dos Reis Várzea, em Canasvieiras.
Pesquisa Origem e Destino mapeou os deslocamentos
Antes de iniciar a participação comunitária, a Prefeitura realizou uma etapa de estudos para entender como a população se movimenta pela cidade e pela Grande Florianópolis.
Um dos principais instrumentos utilizados foi a Pesquisa Origem e Destino, que entrevistou 600 moradores de Florianópolis e outros 400 moradores de municípios da região, permitindo ampliar a compreensão sobre os deslocamentos cotidianos e a relação da Capital com as cidades vizinhas.
Os dados levantados serão utilizados como base para as discussões durante as oficinas. A intenção é cruzar as informações técnicas com a experiência dos moradores, criando um diagnóstico mais próximo da realidade de cada região.
A metodologia busca identificar não apenas os grandes gargalos de mobilidade, mas também problemas específicos enfrentados pelas comunidades, como dificuldades de acesso ao transporte coletivo, falta de infraestrutura para bicicletas e pedestres, problemas de circulação, pontos de congestionamento e questões relacionadas à segurança viária.
Moradores poderão discutir prioridades de cada região
Durante as oficinas, os participantes serão divididos em grupos de trabalho para discutir diferentes aspectos da mobilidade urbana. Entre os temas previstos estão:
* transporte coletivo;
* circulação e segurança de pedestres;
* infraestrutura cicloviária;
* acessibilidade;
* trânsito e circulação viária;
* transporte individual;
* segurança no trânsito;
* integração entre diferentes meios de transporte;
* micromobilidade;
* conexão entre Florianópolis e os demais municípios da região metropolitana.
A proposta é que cada encontro funcione como um espaço de escuta e construção coletiva. As contribuições apresentadas pelos moradores serão sistematizadas e incorporadas às próximas etapas da revisão do Plano.
Plano precisa acompanhar uma cidade que mudou
Para a Prefeitura, a atualização do PlanMob é necessária diante das profundas transformações registradas em Florianópolis desde a elaboração da versão atualmente vigente, em 2015.
Nesse período, a Capital passou por crescimento populacional, expansão urbana, mudanças na forma como as pessoas se deslocam e aumento da integração com os municípios da Grande Florianópolis.
Também ganharam espaço novos modelos de deslocamento, especialmente aqueles relacionados à micromobilidade, além da necessidade de ampliar a integração entre diferentes modalidades de transporte.
“O Plano de Mobilidade precisa refletir a realidade de quem utiliza a cidade todos os dias. Já concluímos uma importante etapa de estudos técnicos e agora queremos a opinião dos moradores para entender como cada região percebe seus desafios e prioridades. A participação da população será fundamental para construir um planejamento mais eficiente e conectado às necessidades de Florianópolis”, afirma o secretário de Operações de Mobilidade, Moacir da Silva.
FIPE participa da construção do diagnóstico
Todo o processo de revisão conta com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), responsável pelos levantamentos de dados, pesquisas de deslocamento, análises técnicas e pela organização das contribuições coletadas junto à população.
A combinação entre dados técnicos e participação social deverá formar a base para as próximas fases do Plano, que terá a missão de estabelecer diretrizes para as políticas públicas de mobilidade urbana de Florianópolis nos próximos anos.
Segundo Moacir da Silva, a atualização também precisa considerar a nova dinâmica da cidade e da região metropolitana.
“O crescimento populacional, a expansão urbana, as mudanças nos padrões de deslocamento, o avanço da micromobilidade e à integração metropolitana tornam necessária a atualização das diretrizes que orientarão as políticas públicas de mobilidade para os próximos anos”, pontua o secretário.
Dez encontros para ouvir Florianópolis
A realização das dez oficinas comunitárias representa uma tentativa de descentralizar o debate sobre mobilidade e permitir que diferentes regiões apresentem suas demandas diretamente aos responsáveis pela elaboração do novo planejamento.
A expectativa é que os encontros contribuam para revelar as particularidades de cada área da Capital e ajudem a estabelecer prioridades mais adequadas à realidade local.
Mais do que atualizar um documento elaborado há mais de uma década, a revisão do PlanMob pretende definir como Florianópolis deverá organizar seus deslocamentos diante dos desafios de crescimento urbano, aumento da circulação, integração metropolitana e busca por alternativas de transporte mais eficientes, acessíveis e seguras.
Com o início das oficinas, a discussão deixa os levantamentos técnicos e chega às ruas, onde a população poderá participar diretamente da construção das diretrizes que deverão orientar a mobilidade da Capital nos próximos anos.
Cronograma das oficinas
04 de agosto – EBM Virgílio dos Reis Várzea – Rua Manoel Mancelos Moura, nº 170, Canasvieiras.
05 de agosto – EBM Herondina Medeiros Zeferino – Servidão Três Marias, nº 1072, Ingleses.
06 de agosto – EBM Henrique Veras – Rua João Pacheco da Costa, nº 249, Lagoa da Conceição.
10 de agosto – EBM Gentil da Conceição – Rua Multicultural Cristal S/N Park, Rio Vermelho.
11 de agosto – EBM José Amaro Cordeiro – Rodovia Francisco Thomaz, nº 1691, Morro das Pedras.
12 de agosto – EBM Batista Pereira – Rodovia Baldicero Filomeno, nº 3000, Ribeirão da Ilha.
13 de agosto – Universidade Federal de Santa Catarina (Bloco B, CCE – UFSC) – Rua Engenheiro Agronômico Andrei Cristian Ferreira, s/n, Trindade.
18 de agosto – Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – Avenida Mauro Ramos, nº 950, Centro.
19 de agosto – Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) – Rua 14 de Julho, nº 150, Coqueiros.
20 de agosto – EEB Aderbal Ramos da Silva – Rua Coronel Pedro Demoro, nº 1998, Estreito.













