
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) é uma das signatárias de um manifesto articulado por entidades empresariais e representantes do setor produtivo e de trabalhadores contra uma possível revisão do imposto sobre remessas internacionais de até US$ 50, popularmente conhecido como “taxa da blusinha”.
A entidade destaca que a implementação de mecanismos de tributação, iniciada em agosto de 2024, teve como principal objetivo corrigir uma distorção histórica no mercado brasileiro. Durante anos, produtos importados ingressaram no país com carga tributária significativamente inferior à aplicada à produção nacional, comprometendo a isonomia e a concorrência leal entre empresas.
Desde agosto de 2023, plataformas estrangeiras de vendas passaram a recolher tributos no Brasil. O processo começou com a cobrança do ICMS, instituído pelos estados no contexto do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal, e avançou, um ano depois, com a aplicação do Imposto de Importação sobre essas encomendas.
IMPACTOS POSITIVOS NA ECONOMIA
Segundo o manifesto, os efeitos das medidas já são perceptíveis. Entre agosto de 2024 e junho de 2025, o varejo de vestuário e calçados registrou crescimento de 5,5%, revertendo o cenário anterior, quando houve queda de 0,6% no período equivalente entre 2023 e 2024.
Dados do Ministério do Trabalho também reforçam o impacto positivo: desde 2023, quando foi lançado o programa Remessa Conforme, até dezembro de 2025, o comércio gerou 860 mil novos empregos diretos e outros 1,5 milhão de postos ao longo da cadeia produtiva.
Na indústria, foram criados 578 mil empregos diretos no mesmo intervalo.
A mobilização conjunta entre indústria e varejo contribuiu para que o Brasil atingisse, ao final de 2025, a menor taxa de desemprego da sua história: 5,1%, conforme destacado no documento assinado pelas entidades.













