
A Avenida Gustavo Richard, um dos principais acessos à Ilha, começa a passar por uma transformação estratégica: a implantação de uma nova faixa de pedestres elevada e inteligente, pensada para equilibrar segurança viária e mobilidade urbana em Florianópolis.
A intervenção atende a uma demanda urgente. O local já registrou ocorrências envolvendo pedestres, e a proposta agora é clara: reduzir riscos, garantir acessibilidade e modernizar a travessia com tecnologia que respeita tanto quem caminha quanto quem dirige.
A nova faixa será elevada, no mesmo nível das calçadas e da pista, facilitando o acesso de pedestres, ciclistas e pessoas com mobilidade reduzida. A medida elimina desníveis e cria uma travessia mais intuitiva e visível, obrigando naturalmente a redução de velocidade dos veículos.
Semáforo inteligente evita filas desnecessárias
O sistema contará com botoeiras, mecanismo que só interrompe o fluxo de veículos quando há pedestres aguardando travessia.
“Essa é uma obra necessária, que deve evitar acidentes, como os já registrados nesta área. Garantimos que o pedestre atravesse em segurança, uma vez vai contar com um sistema adequado para transitar sobre a via. Por outro lado, a escolha pelo sistema de botoeira impede o represamento desnecessário do trânsito quando não tiver ninguém para atravessar, como poderia ocorrer com um semáforo comum. Assim, os veículos só param quando alguém precisar passar”, explica o secretário de infraestrutura e manutenção da cidade, Rafael Hahne.
Iniciada em 23 de abril, a obra está concentrada no canteiro central da avenida, onde estão sendo feitos o nivelamento do espaço e a delimitação da nova travessia. Na sequência, será implantada a sinalização e instalados os semáforos com botoeira.
Após a conclusão, a travessia será feita em dois tempos:
* Primeiro, no sentido túnel
* Depois, no sentido da ponte Ponte Colombo Salles
O projeto também inclui uma ciclovia bidirecional, ampliando a segurança para quem utiliza a bicicleta no acesso à região central.
Como funciona a botoeira
O sistema registra o pedido de travessia quando o pedestre aciona o botão. A partir disso, o semáforo reorganiza seu ciclo para liberar a passagem no momento mais seguro e adequado — sem interrupções imediatas ou desnecessárias no trânsito.
Na prática, isso significa menos filas para motoristas e mais segurança para quem precisa atravessar.













