FÓRUM DE DIREITO BANCÁRIO CATARINENSE É 30% MAIS RÁPIDO QUE DEMAIS VARAS

Um estudo inédito realizado no TJ catarinense traçou um raio X do funcionamento da Divisão de Tramitação Remota (DTR) do Fórum de Direito Bancário, onde o tempo médio de duração dos processos é 30% inferior às demais varas do Estado. Por que esta DTR, espécie de cartório remoto, que gerencia todo o trâmite processual das ações bancárias que ingressam no Tribunal, apresenta índices de produtividade acima da média?

Coordenado pelo estudante de engenharia de produção Vitor Rodrigues, de 20 anos, o estudo foi apresentado na tarde desta terça-feira (6) para o presidente do TJ, desembargador Rodrigo Collaço, membros da Corregedoria-Geral da Justiça, vice-presidentes e diretores do Tribunal, e teve como propósito responder a essa indagação.

Desenvolvido por meio de análise de dados, observação in loco do trabalho e entrevistas com os servidores, o estudo identificou os pontos fortes e os gargalos da estrutura laboral, bem como apresentou soluções para dar mais agilidade à tramitação dos processos. O objetivo é ampliar e organizar a troca de informações, as práticas e as ideias inovadoras entre os diversos cartórios, além de desenhar um modelo de trabalho a ser adaptado em outras unidades.

A DTR bancária atende 10 unidades – as três da Capital, a 2ª Vara de Santo Amaro da Imperatriz e as Varas Regionais de Itajaí, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Meleiro, Rio do Sul e Anchieta. Hoje, são 90 mil processos em andamento.

De acordo com Vitor, “o estudo evidenciou as boas práticas utilizadas dentro da DTR, como a organização e padronização do trabalho e a utilização de ferramentas para aumento da produtividade, e ainda indicou possibilidades de melhoria no próprio cartório”. Criadas em Santa Catarina em 2003, as varas bancárias são especializadas em processar e julgar relações entre consumidores, clientes e instituições financeiras de qualquer natureza. A vara de direito bancário tem competência para julgar ações envolvendo contratos bancários, cobranças e pedidos de busca e apreensão. Ela realiza todas as atividades desde a petição inicial (abertura do processo) até o cumprimento da sentença.

Esta foi a primeira etapa da pesquisa. Agora, o estudo será aplicado em outras DTRs, bem como servirá para subsidiar ações da presidência, corregedoria e outros órgãos do Poder Judiciário catarinense para melhorar ainda mais a prestação jurisdicional. “O passo inicial para aperfeiçoar qualquer sistema de produção é identificar o que funciona, o que não funciona e o que precisa ser melhorado”, concluiu o presidente do TJ.

(Fonte: TJSC)

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