VEREADOR MAIKON COSTA NA MIRA: CÂMARA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS APROVA NOVO CÓDICO DE ÉTICA

Nesta semana, o vereador Maikon Costa já havia sido advertido por nota de repúdio ao ofender uma vereadora.

Coincidindo, com a nota de repúdio que a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara MUnicipal de Florianópolis aprovou no início da semana contra atos de ofensa do vereador Maikon Costa contra a vereadora Priscila Fernandes, em plenário hoje, os vereadores aprovaram, por unanimidade, o Projeto de Lei Complementar, que trata sobre as faltas ético-parlamentares dos vereadores. A matéria define as ações que levam à abertura de um processo de extinção ou cassação de mandato, bem como, os procedimentos a serem seguidos nesse contexto.

Segundo o presidente da Câmara, vereador Roberto Katumi Oda (PSD), a aprovação da matéria visa estabelecer um regramento atualizado que tenha respaldo jurídico. Antes, os processos tinham como base um projeto de resolução, instrumento considerado sem amparo legal pelo Poder Judiciário. “O que nós fizemos foi fazer esse projeto de resolução virar um projeto de lei, até para ter amparo nas esferas judiciais”, explicou o presidente da CMF.

REGULAMENTO DE CONVIVÊNCIA

Autor do PLC, o vereador Afrânio Boppré (PSOL) explica que a ideia é preencher uma lacuna da legislação municipal, que atualmente segue o decreto 201 publicado em 1967 pela presidência da república, regulamentando as formas de convivência dentro da atividade parlamentar. “A Câmara de vereadores tem sido durante um bom período palco de grandes escândalos. Agora, nós temos uma lei municipal para regrar inclusive a conduta e o comportamento dos vereadores com relação à coisa pública (sic)”, destacou o vereador.

Em tramitação desde 2014, o projeto recebeu a contribuição de diversos vereadores por meio de emendas para o aprimoramento da matéria. “O processo para a construção, aprimoramento, discussão, tramitação e votação pode parecer que demorou muito, mas diante do único instrumento que nós tínhamos, um decreto presidencial dos tempos do período mais obscuro da história do Brasil, que foi a ditadura civil militar, o processo de construção desta matéria nesta Casa enaltece o sentido democrático que nós temos que defender”, destacou a vereadora Carla Ayres (PT).

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