SANTA CATARINA E PARANÁ FIRMAM AÇÃO CONJUNTA CONTRA ENCHENTES DO RIO IGUAÇU

Curitiba (PR), 20/11/2023 - O Governador Jorginho Mello participou de uma reunião com o Governador do Paraná, Ratinho Júnior para tratar das enchentes na região de Porto União e demais cidades do entorno do Rio Iguaçu. Foto: Eduardo Valente/GOVSC

Com a participação de técnicos especializados em estudos, projeções e efeitos de alterações climáticas que provocam calamidades, os governos de Santa Catarina e do Paraná formaram um grupo de trabalho que vai desenvolver um projeto de contenção de cheias provocadas pelo Rio Iguaçu contra as cidades de Porto União e União da Vitória, localizadas na região que divide os dois estados.

A decisão foi tomada hoje em Curitiba no Palácio Iguaçu, pelos governadores Jorginho Mello e Ratinho Junior,  e o grupo de estudos vai envolver os técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA).

Por conta da cheia no Rio Iguaçu, o município catarinense de Porto União teve uma série de problemas com vários moradores desabrigados. Na cidade vizinha de União da Vitória, no sul do Paraná, cerca de 40% da área ficou alagada. No último dia 12, o governador Jorginho Mello esteve em Porto União verificando os estragos e se comprometeu em buscar uma solução junto ao Governo do Paraná.

“Ficou decidido que esse grupo de trabalho vai em busca da solução pro Rio Iguaçu. Nosso objetivo é achar soluções a curto, médio e longo prazo tanto pros catarinenses quanto para os paranaenses”, disse o governador Jorginho Mello, que marcou a ida ao Paraná após visitar o município catarinense atingido pela cheia.

“Esse grupo de trabalho vai reunir os técnicos ambientais para estudar todas as áreas do curso do Rio Iguaçu e verificar quais seriam as melhores alternativas para minimizar os impactos das cheias”, disse Ratinho Junior.

NORMALIZAÇÃO DEMORADA

Estiveram na reunião os prefeitos de União da Vitória, Bachir Abbas, e de Porto União, Eliseu Mibach, além de empresários, que relataram as dificuldades em retomar as atividades com a demora para o nível da água do rio baixar.

De acordo com Mibach, enquanto o Rio Iguaçu enche de 2 a 3 cm por hora com as chuvas, ele baixa de 3 a 4 mm por hora depois das tempestades, piorando o drama das famílias e empresas atingidas pela enchente. “Sabemos que não é possível solucionar em definitivo o problema. Mas queremos buscar alternativas para reduzir os impactos na população”, afirmou.

O diretor-presidente do Instituto Água e Terra, Everton Souza, disse que a parceria estabelecida com Santa Catarina dará mais celeridade nos processos de licenciamento e saneamento ambiental necessários para a execução das obras futuras. Souza afirmou ainda que o IAT já elaborou um termo de referência para a contratação de um anteprojeto para minimizar os efeitos da cheia do Rio Iguaçu. “Esse termo vai permitir que a gente contrate uma empresa para analisar todos os estudos que já existem e também vai agregar novas informações para se fazer uma modelagem matemática que venha nortear um projeto para a execução de obras com segurança, sob o ponto de vista ambiental e de sustentabilidade”, disse.

Há três semanas, técnicos do instituto fizeram uma inspeção terrestre e aérea dos locais atingidos pela enchente em União da Vitória. As informações estão amparando a publicação do Termo de Referência que vai permitir a contratação da empresa responsável por apontar o caminho mais viável para a obra de contenção das cheias no município. A cheia já dura cerca de 40 dias e ainda deixa pessoas desabrigadas.
Presença

Participaram da reunião chefe da Casa Civil do Paraná, João Carlos Ortega; o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Santin Roveda; o líder do Governo do Paraná na Assembleia Legislativa, Hussein Bakri; o deputado estadual Alexandre Curi; o deputado estadual de Santa Catarina, Vicente Caropreso; a presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), Sheila Meirelles; o diretor de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do IAT, José Luiz Scroccaro; o engenheiro da Prefeitura de Porto União, Mauro Novacki; e os empresários Luis Antonio Hobi e Lenoir Geremia.

 

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