FLORIANÓPOLIS CELEBRA O DIA MUNDIAL DA BICICLETA E REFORÇA INVESTIMENTOS EM MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

Rafaella Della Giustina Siebert, treinadora e organizadora de eventos de ciclismo em Florianópolis, destaca a bicicleta como ferramenta de mobilidade, saúde, lazer e integração com a cidade. ==Crédito: Andy Puerari/PMF==

No Dia Mundial da Bicicleta, que será celebrado em 3 de junho, Florianópolis reforça sua vocação para a mobilidade ativa e sustentável. Cercada por paisagens naturais e com uma extensa rede cicloviária, a Capital catarinense busca estimular cada vez mais o uso da bicicleta como alternativa de transporte, prática esportiva e promoção da saúde.

Seja em dias de sol ou chuva, a bicicleta tem conquistado espaço na rotina dos moradores, transformando deslocamentos cotidianos em momentos de bem-estar, contato com a natureza e liberdade.

“ O Dia Mundial da Bicicleta nos lembra que cada pedalada é também uma ação de transformação urbana. Florianópolis segue comprometida em ampliar as condições para que mais pessoas façam essa escolha no dia a dia. É também um convite para conhecer a cidade por diferentes ângulos”, destaca o secretário executivo de Operações de Mobilidade, Moacir da Silva.

Uma vida sobre duas rodas

Para a empresária e treinadora de ciclismo Rafaella Della Giustina Siebert, de 45 anos, a bicicleta sempre foi muito mais do que um esporte. Filha de um ex-ciclista profissional e técnico da Seleção Brasileira, ela cresceu cercada pelo universo das pedaladas.

A ligação com o ciclismo começou ainda no nascimento. Segundo Rafaella, a primeira visita que recebeu na maternidade foi justamente o pelotão de ciclistas que treinava com seu pai. Décadas depois, ela assumiu a gestão da loja fundada pela família em 1976, atua como treinadora há mais de duas décadas e também organiza eventos ligados ao ciclismo.

A bicicleta faz parte de sua rotina diária, seja para trabalhar, se locomover ou praticar atividade física. Para ela, adotar esse hábito representa uma mudança de estilo de vida.

“Na hora que a gente está na bicicleta e o ventinho bate no rosto, a gente consegue sentir toda essa integração. Essa sensação de liberdade é a mais plena que a gente pode sentir. Comece. Não arranje problemas. Providencie a bicicleta, o mínimo de equipamentos de segurança, e comece. É muito mais simples do que parece”, afirma.

Moradora de Florianópolis, Rafaella costuma atravessar a Ponte Hercílio Luz duas ou três vezes por semana para participar dos treinos. Entre seus trajetos favoritos estão o Morro da Cruz, o Morro das Pedras e diversas rotas pelo Sul da Ilha.

“São lugares marcantes, fazem parte do cenário da cidade. Dá uma sensação de pertencimento e integração incrível. Sem contar que chegar no topo e sentir que a gente venceu uma subida dura como é o Morro da Cruz e olhar a cidade de cima é encantador”, relata.

Rede cicloviária em expansão

O incentivo ao uso da bicicleta vem acompanhado de investimentos na infraestrutura cicloviária da cidade. Florianópolis conta atualmente com cerca de 270 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas distribuídas por diferentes regiões.

Entre as melhorias recentes estão a revitalização da ciclorrota da Rua Laurindo Januário da Silveira, a implantação da ciclovia da Rua das Gaivotas, a ciclovia bidirecional da Ponte da Lagoa e a renovação dos trechos entre a Beira-Mar Norte e a Avenida Gustavo Richard. Também foi construído um novo segmento cicloviário ligando a Gustavo Richard à rede do Sul da Ilha, com aproximadamente dois quilômetros de extensão.

Bicicletas compartilhadas ganham espaço

Outro avanço importante foi a ampliação do sistema de bicicletas compartilhadas. Nos últimos meses, Florianópolis recebeu 280 novas bicicletas elétricas do sistema JET, elevando para mais de 500 o número de equipamentos disponíveis para moradores e turistas.

A cidade conta atualmente com 49 estações físicas e 55 pontos georreferenciados na região central. O modelo de operação ocorre por meio de credenciamento, sem custos diretos para o município.

Os números refletem a crescente adesão da população à mobilidade ativa. Somente em abril deste ano, o sistema da Tembici registrou 3.270 usuários ativos na Capital.

Mobilidade, saúde e sustentabilidade

Para a Prefeitura, estimular o transporte ativo significa investir em qualidade de vida e em uma cidade mais eficiente.

“Incentivar o transporte ativo, tanto a pé quanto por bicicleta, significa investir em uma cidade mais eficiente, saudável e sustentável. Além de reduzir a dependência do transporte individual motorizado, essa mudança ajuda a aliviar o fluxo viário nos principais gargalos geográficos de Florianópolis”, ressalta Moacir da Silva.

Mais do que um meio de transporte, a bicicleta se consolida como símbolo de uma cidade que busca equilibrar mobilidade, saúde, preservação ambiental e qualidade de vida.

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