FIM DA DESONERAÇÃO: OCESC PREVÊ ELEVAÇÃO NOS CUSTOS DE PRODUÇÃO DO AGRONEGÓCIO EM SANTA CATARINA

O presidente da Ocesc, Luiz Vicente Suzin, na entrevista coletiva à imprensa em Florianópolis. (foto:Vicente Schmitt/Agência AL)

Os custos de produção do agronegócio poderão se elevar em até 30% e, por outro lado, o governo que fala e defende tanto a manutenção do emprego, está agindo na contramão, ao decidir extinguir, por via judicial, a lei que estabelece diretrizes por conta da desoneração da folha de pagamentos de setores da indústria brasileira.
A projeção foi estampada pelo presidente da OCESC, a Organização das Cooperativas de Santa Catarina, Luiz Vicente Suzin, ao reunir a imprensa hoje em Florianópolis, para apresentar os resultados do cooperativismo no ano passado e perspectivas para 2024 no Estado.

Luiz Suzin, lembrou ainda que os custos de produção vem achatando os ganhos dos agricultores e “nos preocupa muito e, nós não queremos que aconteça o êxodo rural. Por isso, o cooperativismo vem atuando bastante para manter o homem no campo”, defendendo que “para barrar esse perigo, é preciso que os governos estadual e federal disponibilizem recursos com juros acessíveis”, disse o presidente da Ocesc.

O presidente também ressaltou que as deficiências na estrutura do sistema rodoviário catarinense, tanto a nível federal, como estadual, continuam prejudicando o escoamento da produção.

RESULTADOS

Dos resultados apresentados sobre 2023, as cooperativas catarinenses registraram faturamento de R$ 85,9 bilhões, com o crescimento ocorrendo também no aumento do número de cooperados que cresceu 9,6% em comparação com o ano anterior. O setor, envolve mais de 4,2 milhões de pessoas, representando mais da metade da população do Estado vinculada ao sistema cooperativista. O crescimento das receitas, no ano passado, alcançou 3,7%, acima por tanto da expansão do PIB brasileiro que foi de 2,9%.

As cooperativas de crédito foram as que mais conquistaram associados, contando atualmente com 3,3 milhões de cooperados, aparecendo ainda as de infraestrutura em distribuição de energia elétrica, com mais de 449 mil associados, de consumo com cerca de 383 mil, agropecuárias, saúde e  de transportes.

O agronegócio continua na ponta dos negócios, ccom 64% dos empregos e da receita operacional bruta gerados dentro das cooperativas. Mesmo com os números expressivos, o setor apresentou queda de 3% na receita operacional e fechou 2023 com R$ 54,7 bilhões. O recuo se deve a quedas de preços no mercado mundial e baixo desempenho no mercado interno.

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