
O deputado Lucas Neves (Republicanos) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, na manhã desta quinta-feira (9), para cobrar providências da Autopista Planalto Sul, responsável pela administração da BR-116 no estado.
A cobrança do parlamentar tem como eixo principal a falta de melhorias na rodovia, especialmente em trechos urbanos. Segundo ele, a concessionária administra cerca de 300 quilômetros da via desde 2008 sem executar obras significativas para aumentar a segurança e a fluidez do trânsito.
O tema ganhou ainda mais urgência após um acidente registrado no último fim de semana, que resultou na morte de uma jovem. O caso foi citado por Neves como exemplo do risco enfrentado diariamente por motoristas e moradores da região.
OBRAS PROMETIDAS E NÃO REALIZADAS
Durante o discurso, o deputado defendeu a construção de travessias urbanas, elevados nos acessos aos bairros de Lages e viadutos no cruzamento com a BR-282.
“Existe projeto, existe promessa, mas nada efetivamente realizado nesses 18 anos em que a Autopista arrecada em Santa Catarina, cobrando pedágio das pessoas que passam pela BR-116. E não há, basicamente, nada estruturante executado, especialmente nas áreas urbanas das nossas cidades.”
O parlamentar também destacou que o contrato de concessão ainda tem sete anos de vigência, o que, na avaliação dele, exige uma mobilização imediata das lideranças catarinenses.
“É necessário que nós reforcemos a cobrança junto a essa concessionária, que é a mesma Autopista Litoral Sul, que também administra o trecho sul da BR-101. A empresa precisa dar respostas, apresentar soluções”, disse.
COBRANÇA GANHA TOM DE URGÊNCIA
A manifestação na tribuna reforça o aumento da pressão política sobre a concessionária em um momento em que segurança viária e mobilidade urbana voltam ao centro do debate público em Santa Catarina.
ALESC EXPLICA
Qual foi a cobrança feita pelo deputado?
A realização de obras estruturantes na BR-116 para melhorar segurança e mobilidade.
Quais obras foram mencionadas?
Travessias urbanas, elevados e viadutos em pontos estratégicos.
Qual o problema apontado?
Falta de investimentos ao longo de mais de 15 anos de concessão.













