DEPUTADO SARGENTO LIMA CRITICA GOVERNO FEDERAL POR REJEITAR CLASSIFICAÇÃO DE FACÇÕES COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS

O deputado estadual Sargento Lima criticou, na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o posicionamento do governo federal contrário à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. (Foto; Ana Quinto/Agência AL)

O deputado estadual Sargento Lima (PL) fez duras críticas ao posicionamento do governo federal contrário à classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O pronunciamento ocorreu durante a sessão plenária da manhã desta terça-feira (10) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

Segundo o parlamentar, a proposta de enquadramento dessas organizações como grupos terroristas teria sido defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ele, a discussão vai além de uma questão diplomática e envolve diretamente a segurança pública e o combate ao crime organizado no Brasil.

“Estrutura que desestabiliza o país”

Na tribuna, Sargento Lima afirmou que tanto o PCC quanto o Comando Vermelho possuem atuação que extrapola o tráfico de drogas e atinge diversos setores da sociedade.

De acordo com o deputado, as facções utilizam o crime organizado como instrumento de influência social e econômica, provocando impactos que, na visão dele, deveriam justificar uma classificação mais rigorosa.

Para o parlamentar, o narcotráfico e as atividades ilegais associadas às facções têm potencial de desestabilizar estruturas institucionais e gerar efeitos diretos na segurança das cidades brasileiras.

Crítica à posição do governo federal

Sargento Lima também contestou o argumento apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que a proposta norte-americana poderia representar tentativa de interferência na soberania brasileira.

Na avaliação do deputado catarinense, essa justificativa não se sustenta diante da dimensão do problema da criminalidade organizada no país. Segundo ele, a prioridade deveria ser o enfrentamento direto das organizações criminosas.

Ao encerrar sua manifestação, o parlamentar afirmou que os efeitos da violência e da atuação das facções já impactam o cotidiano da população. “Não existe lugar onde você possa fugir dessa realidade. Nós pagamos a conta”, declarou.

Projetos aprovados na sessão

Além do debate político, a sessão plenária desta terça-feira também contou com votações de projetos de lei de autoria parlamentar.

Entre as matérias aprovadas está o PL 627/2025, de autoria da deputada Ana Campagnolo (PL), que institui a Festa Estadual da Tilápia, realizada no município de Armazém, no Calendário Oficial do Estado.

Outro projeto aprovado foi o PL 805/2025, apresentado pelo deputado Padre Pedro Baldissera (PT), que declara de utilidade pública o Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Descanso, entidade que atua na representação e defesa da agricultura familiar no município de Descanso.

As duas propostas foram aprovadas em turno único e agora seguem para sanção do governador.

Perguntas Frequentes

O que foi debatido na sessão plenária da Alesc?

O deputado Sargento Lima criticou a posição do governo federal sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

Quais projetos foram aprovados na sessão?

Foram aprovados projetos que criam a Festa Estadual da Tilápia e que declaram de utilidade pública o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Descanso.

O que acontece após a aprovação dos projetos na Alesc?

Após aprovados em plenário, os projetos seguem para sanção do governador do Estado.

 

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