OPERAÇÃO SALVAGUARDA: POLÍCIA CIVIL AGE PARA IMPEDIR ATAQUES E DESARTICULAR APOLOGIA AO NAZISMO EM SC

Armas brancas, dispositivos eletrônicos e materiais com simbologia nazista apreendidos durante a Operação Salvaguarda, deflagrada pela Polícia Civil em Blumenau e Videira para prevenir possíveis ataques.

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta quarta-feira (04) a Operação Salvaguarda para reprimir a apologia ao nazismo, conter a disseminação de ideologias extremistas e prevenir possíveis ataques violentos no estado.

A investigação teve início após informações repassadas pela Homeland Security Investigations (HSI), órgão ligado à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. A partir dos dados compartilhados, a Gerência de Cyberinteligência identificou dois adolescentes que manifestavam, em redes sociais, intenção de realizar ataques em escolas e divulgavam simbologia neonazista.

Monitoramento identificou planejamento e radicalização

Coordenada pela Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância (DRRDI/DEIC), com apoio de unidades da Polícia Civil em Blumenau, Videira e Tangará, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão nas cidades de Blumenau e Videira.

Em Blumenau, um dos investigados teria solicitado instruções para fabricar explosivos e utilizava códigos associados à supremacia branca. Já em Videira, o outro adolescente mantinha conversas sobre uso de armas e treinamento tático, além de referências ao ditador alemão Adolf Hitler.

Materiais apreendidos e perícia

Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, armas brancas (como canivetes, punhal e soco inglês), substâncias com potencial para produção de explosivos e material com simbologia nazista.

Todo o conteúdo passará por perícia para aprofundamento das investigações, que apuram atos infracionais análogos aos crimes previstos na Lei nº 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor.

Foco na prevenção e responsabilização

A Polícia Civil reforçou que a operação tem caráter preventivo, com o objetivo de impedir a concretização de ataques e responsabilizar os envolvidos dentro dos limites da legislação aplicável a adolescentes.

A ação também reacende o debate sobre radicalização online e o papel do monitoramento cibernético na prevenção de crimes motivados por ódio.

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