MINISTRA DA MULHER: “SOCIEDADE CATARINENSE É CONVOCADA PARA A MARCHA NACIONAL CONTRA CRIMES E DEGRADAÇÃO DAS MULHERES”

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, que hoje esteve na Assembleia Legislativa, se reuniu com integrantes da bancada feminina, além da deputada federal Ana Paula Lima, convocou a sociedade e as mulheres catarinenses “para uma marcha nacional contra a misoginia, crime que representa as atitudes de agredir e discriminar a mulher por pertencer ao sexo feminino”. A ministra lembrou que esse tipo de degradação está inserido em lei federal que trata dos delitos  de racismo, homofobia e transfobia e, “não podemos aceitar o ódio contra as mulheres. Temos presenciado o aumento da violência de gênero em várias regiões, aqui no Estado com quatro vereadoras, e outros casos no Rio Grande do Norte e na Bahia”.

Durante a  visita, a  ministra conheceu a  dinâmica de atuação do Observatório da Violência Contra a Mulher (OVCM), retratando  coleta de dados com informações de feminicídio, estupro, lesão corporal grave, colhidos na Secretaria de Estado de Segurança Pública, assim como as medidas protetivas, oriundas do Tribunal de Justiça do Estado.

Cida Gonçalves informou que em março o ministério reestruturou o Ligue 180, ligação gratuita para denúncias de violência contra a mulher, com a novidade do atendimento por whatsapp no telefone (61) 996100186.

OBSERVATÓRIO EM SC

A deputada Luciane Carminatti, procuradora especial da mulher na Casa, destacou que o observatório é uma ferramenta para fortalecer a rede de atendimento e coletar dados para a promoção de políticas públicas municipais. “Nosso desafio é fazer um diagnóstico do perfil da violência em Santa Catarina e dialogar com o ministério para atingir as mulheres mais pobres, para que façam cursos e agreguem renda porque sabemos que a violência está relacionada com a questão financeira.”

Autora da lei que instituiu o Observatório da Violência Contra a Mulher no parlamento catarinense, a deputada federal Ana Paula Lima enfatizou que Santa Catarina não possuía dados da violência contra a mulher. “Nosso estado é o 10º do país que mais comete violência contra a mulher e o primeiro em feminicídio. Precisamos saber qual região, o tipo de agressão e providenciar tratamento para o homem agressor. Uma criança que observa a violência tem uma grande possibilidade de ser um menino agressor e a menina, uma vítima do futuro.”

As parlamentares destacaram a dependência financeira e patrimonial como um obstáculo para que as vítimas levem a denúncia às autoridades, e pregaram a luta por políticas públicas que inibam a violência contra a mulher.

 

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