
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina celebrou neste domingo (10) o Dia da Memória do Poder Judiciário, data instituída pelo Conselho Nacional de Justiça para destacar a importância da preservação histórica das instituições públicas e do fortalecimento da memória como instrumento de cidadania, transparência e democracia.
Como parte das comemorações, o Museu Desembargador Tycho Brahe Fernandes Neto prepara a mostra temporária “Entre caminhos e crenças: a Capela Ecumênica do TJSC”, que será aberta no próximo dia 18 de maio, no hall de entrada da Torre I do Tribunal e também no espaço da Capela Ecumênica, integrando a programação da 24ª Semana Nacional de Museus.
Capela Ecumênica será retratada como símbolo de pluralidade
A exposição propõe um olhar histórico, arquitetônico e cultural sobre a Capela Ecumênica de Santa Catarina de Alexandria, destacando o espaço como ponto de encontro entre diferentes crenças, trajetórias e experiências humanas.
Localizada em meio aos jardins do Tribunal, próxima a uma movimentada parada de ônibus e aberta ao público, a Capela será apresentada como um ambiente de acolhimento, silêncio e convivência em meio à rotina urbana.
Segundo a chefe da Seção de Museu, Letícia Canut, a proposta não terá caráter religioso, mas sim cultural e museológico.
“A Capela é compreendida como um local de pausa no fluxo da cidade, aberto a pessoas de diferentes origens, crenças e experiências”, destaca.
Fotografias, documentos e relatos ajudam a reconstruir a memória
A mostra contará com grandes painéis expositivos, fotografias históricas, documentos administrativos e entrevistas com pessoas ligadas à trajetória da Capela Ecumênica, funcionando também como instrumento de construção e preservação da memória institucional.
Para a desembargadora Haidée Denise Grin, presidente da Comissão de Gestão de Memória do TJSC, preservar o passado é também fortalecer o futuro da Justiça.
“Preservar a memória institucional é assegurar que a história da Justiça continue a iluminar decisões presentes e futuras”, enfatiza.
Uma data histórica para o Judiciário brasileiro
O Dia da Memória do Poder Judiciário faz referência ao alvará assinado por Dom João VI em 10 de maio de 1808, que criou a Casa da Suplicação do Brasil.
O ato marcou a instalação do primeiro órgão de cúpula do Judiciário em território brasileiro, encerrando a dependência das cortes portuguesas e permitindo que os principais recursos judiciais passassem a ser julgados no Rio de Janeiro.
Museu do TJSC se aproxima de 35 anos preservando a história catarinense
A celebração deste ano também antecede os 35 anos do Museu Desembargador Tycho Brahe Fernandes Neto, criado em 1º de outubro de 1991 e considerado uma das primeiras iniciativas estruturadas de preservação da memória no Judiciário brasileiro.
O espaço reúne documentos, mobiliários, processos históricos, vestes talares, fotografias e peças que ajudam a contar mais de dois séculos da história da Justiça em Santa Catarina.
Entre os itens preservados estão a ata de instalação do TJSC, de 1891, mobiliários do antigo Tribunal Pleno, urnas de sorteio de jurados e processos judiciais dos séculos XVIII, XIX e XX.
Atualmente instalado no térreo do Palácio da Justiça Ministro Luiz Gallotti, o Museu mantém a missão de aproximar magistrados, servidores, pesquisadores e a sociedade de um patrimônio que ajuda a compreender a evolução institucional e democrática catarinense.













