
Ao som de Viva La Vida, clássico da banda Coldplay, o Parlamento catarinense abriu a manhã desta quarta-feira (6) em clima de emoção e reconhecimento. O Auditório Antonieta de Barros, na Capital, foi ocupado por centenas de mulheres vestidas em diferentes tons de rosa, símbolo da luta contra o câncer e da união construída ao longo de décadas de voluntariado.
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina promoveu uma solenidade especial em homenagem aos 65 anos da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Santa Catarina (RFCC/SC), reunindo 19 personalidades ligadas à causa oncológica e ao trabalho humanitário desenvolvido pela entidade.
A cerimônia, em sua quarta edição, foi proposta pelo deputado estadual Napoleão Bernardes e contou com a presença da presidente estadual da RFCC/SC, Marineuza Henschel, além de parlamentares, profissionais da saúde, voluntárias e lideranças comunitárias.
Também participaram os deputados José Milton Scheffer, Jair Miotto, Luciane Carminatti, Mateus Cadorin e Mário Motta.
Reconhecimento a um legado de acolhimento
Ao destacar a importância histórica da Rede Feminina, o deputado Napoleão Bernardes afirmou que a homenagem simboliza o reconhecimento ao trabalho silencioso e permanente realizado pelas voluntárias em todo o estado.
“O Parlamento e toda a sociedade catarinense reconhecem o trabalho essencial das voluntárias, que atuam com prevenção e acolhimento de mulheres em momentos delicados. Cabe a Santa Catarina preservar esse legado de amor, dedicação e resiliência”.
O reconhecimento foi ampliado às 89 redes municipais de combate ao câncer, reforçando a dimensão social da entidade, considerada referência estadual em acolhimento, prevenção e apoio a pacientes oncológicos.
Mais do que uma celebração institucional, a cerimônia destacou histórias de vida e trajetórias que ajudaram a consolidar a Rede Feminina como uma das mais importantes estruturas voluntárias de apoio à saúde em Santa Catarina.
Voluntariado como transformação social
Entre as homenageadas estiveram lideranças históricas da entidade, como Marineuza Henschel; Maria Christina Duarte Pereira Dorigatti, que presidiu a instituição em 2024; e Maria Círia Aragão Zunino (in memoriam), representada por Nelson Zunino Neto.
Durante o pronunciamento, a presidente estadual da RFCC/SC, Marineuza Henschel, destacou o papel humano e transformador do voluntariado.
“Que essa força continue inspirando e fazendo a diferença na vida de tantas pessoas. Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas”, disse.
Ex-presidente da entidade, Marinez de Mattos também ressaltou o legado construído ao longo das décadas pela Rede Feminina.
“São 65 anos de responsabilidade, humanidade e dedicação à saúde da população. Que esse legado continue iluminando caminhos e renovando a esperança”, afirmou.
O presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Santa Catarina (Fehoesc), Giovani Nascimento, reforçou que a cerimônia homenageou pessoas que transformaram a causa em um verdadeiro movimento em defesa da vida.
Homenagens resgatam memória e trajetória da entidade
A solenidade reverenciou ainda nomes históricos da Rede Feminina, como Zita Sander de Meireles, Sônia Maria Rieg Fischer, Aglaê Nazario de Oliveira e Sonia Maria Silveira Mastella.
A fundadora Evangelina Tavares Moellmann, conhecida como “Ina” (in memoriam), recebeu homenagem especial representada por Beatriz Buechele.
Também foram reconhecidos profissionais e parceiros da saúde catarinense, entre eles o presidente do Cepon, Alvin Laemmel, a gerente técnica Mary Anne Taves, o cirurgião Marcelo Zanchet e o anestesista Breno José Santiago.
Na área comunitária e institucional, receberam homenagens Valter Brasil Konell, presidente da Fundação de Apoio ao Hemosc/Cepon; Wilma Vieira, presidente da Avoc; e Ana Paula Bomsenhor, tatuadora e paramédica reconhecida pelo trabalho humanizado com pacientes oncológicos.
O setor empresarial também foi lembrado com homenagem à empresária Heloísa Almeida, do Grupo Almeida Junior, representada por Bruna Freitas. Já na saúde suplementar, o reconhecimento foi destinado a Ademar José de Oliveira Paes Junior, da Unimed Grande Florianópolis, representado por Alexandre Buffon.
Exposição e encontro estadual reforçam mobilização
A programação pelos 65 anos da Rede Feminina seguiu ao longo da tarde com a entrega de homenagens às 89 redes municipais e a realização da quarta edição do encontro estadual da entidade.O encerramento das atividades prevê ainda a abertura de uma exposição fotográfica sobre a trajetória da instituição. A mostra permanece aberta para visitação no hall da Assembleia Legislativa, das 7h às 19h.
Atualmente, a Rede Feminina de Combate ao Câncer está presente em 89 municípios catarinenses, reúne cerca de 6 mil voluntárias e realiza, em média, 14 mil atendimentos mensais, aproximadamente 200 mil por ano. A atuação da entidade impacta diretamente a vida de mais de 100 mil mulheres anualmente em Santa Catarina.
Alesc Explica
O que é a Rede Feminina de Combate ao Câncer?
É uma entidade voluntária de apoio, prevenção e acolhimento a pacientes oncológicos em Santa Catarina.
Em quantos municípios a Rede está presente?
A entidade atua em 89 municípios catarinenses.
Quantos atendimentos a Rede realiza por ano?
São cerca de 200 mil atendimentos anuais em Santa Catarina.
O que foi homenageado na solenidade da Alesc?
Os 65 anos da Rede Feminina de Combate ao Câncer e a atuação de voluntárias, lideranças e parceiros da instituição.
Onde ocorre a exposição sobre os 65 anos da Rede?
No hall da Alesc, com visitação aberta das 7h às 19h.













