CÂMARA QUER VOTAR PEC QUE REDUZ JORNADA E ACABA COM ESCALA 6X1 NA PRÓXIMA SEMANA

Presidente da Câmara, Hugo Motta afirma que PEC que reduz jornada de trabalho e acaba com escala 6x1 pode ser votada no Plenário já na próxima semana.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que pretende colocar em votação no Plenário, já na próxima semana, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6×1.

Segundo o parlamentar, a comissão especial deve concluir a votação do parecer nos próximos dias para que o texto siga diretamente ao Plenário da Câmara. Motta informou ainda que terá uma reunião com o relator da proposta, o deputado Léo Prates, até o fim da semana para ajustar os últimos pontos do relatório.

“Alguns pontos estão sendo discutidos. Vamos receber representantes do setor produtivo e vamos conduzir essa pauta com equilíbrio, sem abrir mão de entregar à sociedade a redução da jornada, sem redução salarial e dois dias de descanso”, afirmou Hugo Motta.
“Temos a plena convicção de que isso não atrapalhará a produtividade do país”, acrescentou.

Debate envolve trabalhadores e setor produtivo

A proposta da PEC vem sendo discutida entre parlamentares, representantes empresariais e entidades ligadas aos trabalhadores. O principal objetivo é alterar o atual modelo de escala 6×1, em que o funcionário trabalha seis dias consecutivos para ter um de descanso, ampliando o período de folga semanal.

A expectativa da presidência da Câmara é construir um consenso antes da votação em Plenário.

Agronegócio domina pauta de votações

Após reunião de líderes partidários, Hugo Motta também detalhou a pauta de votações das próximas semanas. De acordo com ele, os deputados devem priorizar projetos voltados ao agronegócio e à economia nacional.

Entre as matérias consideradas prioritárias está o Profert, programa que busca incentivar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência do Brasil do mercado externo.

“Hoje, o Brasil tem, na sua balança comercial, uma grande importância do setor do agro e não é bom ficar vulnerável aos preços dos fertilizantes de outros países. A estratégia é buscar a produção nacional”, destacou o presidente da Câmara.

Além disso, seguem em negociação propostas relacionadas ao seguro rural e ao setor de combustíveis.

Seguro rural e combustíveis também avançam

Segundo Motta, o texto que cria garantias para produtores rurais por meio do seguro rural ainda está sendo negociado com o governo federal para viabilizar um acordo antes da votação.

Outro tema em discussão é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/26, que prevê a destinação de receitas extras obtidas pela União com a alta do petróleo exportado para ações de estabilização dos preços dos combustíveis no país.

O presidente da Câmara explicou que a medida teria caráter temporário, enquanto persistirem os impactos econômicos provocados pela guerra envolvendo o Irã.

“Vamos continuar o diálogo com o governo para um texto de consenso, para trazer uma garantia de que não tenhamos um aumento do preço dos combustíveis para o consumidor”, afirmou.

(Fonte: Agência Câmara de Notícias)

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