BIENAL DO LIVRO EM SÃO JOSÉ: RAÍZES AÇORIANAS DA CIDADE TAMBÉM ESTÃO EM EXPOSIÇÃO

A 1ª Bienal do Livro de São José, que está se transformando na capital da literatura brasileira, também retrata as origens açorianas da cidade: no Centro Multiuso, que abriga a feira, os visitantes encontram POSIÇÃ a roda de oleiros comandada pelo professor Wilson da Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros.

Não tem como não parar para observar o processo de modelagem das peças às mãos. O grupo de alunos liderados pela professora de educação física da rede municipal, Cristiane da Silva de Oliveira, foi um dos que conferiu a produção de peças de cerâmica da Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros. Cristiane comprou inclusive uma tigela que há tempos sonhava em ter.

Cristiane afirma ter grande apreço pela cultura popular. “Me instiga saber a história dos artesãos e hoje além de encontrar o que eu procurava, me deparei com o professor Wilson produzindo um vaso ao vivo,” comemora a professora.

O professor Wilson é a terceira geração de oleiros da família. Conta que teve contato a primeira vez com o barro enquanto brincava às escondidas do avô, precursor da arte na família Santos. Hoje, ouviu crianças dizendo que gostariam de se tornar oleiros. A Bienal, para Wilson, tem se revelado numa oportunidade de difundir a cultura centenária das louças de barro para a nova geração. “As crianças encaravam a roda de oleiros como uma espécie de mágica: a partir da bolinha de barro surgia um lindo vaso,” explica.

A aluna da escola de oleiros Jade Sapucai também esteve presencialmente na Bienal, confeccionando um vaso de cerâmica. Jade se matriculou no curso de roda de oleiros no início do ano e confessa ser terapêutico o ato de mover o pedal artesanalmente.

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