BASE AEROMÉDICA DE JOAÇABA CONSOLIDA ATUAÇÃO REGIONAL COM MIL HORAS DE VOO

Avião Arcanjo 04, modelo Cessna Grand Caravan, durante operação aeromédica da 4ª Companhia do BOA, em Joaçaba: mais de 1.000 horas de voo dedicadas ao transporte de pacientes críticos no Meio-Oeste catarinense. (Foto: Luhan Ferreira dos Anjos / CBMSC)

A parceria entre o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/SES), por meio do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), alcançou um marco histórico para a saúde pública da região de Joaçaba: a 4ª Companhia do BOA/CBMSC completou 1.000 horas de voo.

Sediada no Aeroporto Santa Terezinha, a base consolida-se como pilar indispensável da rede de urgência e emergência, garantindo que pacientes do Meio-Oeste e Extremo-Oeste tenham acesso rápido a centros de referência em todo o Estado.

Mais do que tempo acumulado nos céus catarinenses, o número representa agilidade, decisões críticas tomadas em minutos e centenas de vidas assistidas com suporte avançado.

Da inauguração à consolidação operacional

A base foi oficialmente inaugurada em 10 de abril de 2024, no Aeroporto Santa Terezinha, num esforço histórico do Governo do Estado, ampliando a cobertura aérea e interiorizando o serviço aeromédico. A implantação da estrutura em Joaçaba reduziu distâncias históricas entre pacientes críticos e hospitais de referência.

Desde então, a aeronave Arcanjo 04, modelo Cessna Grand Caravan, transformou a resposta a ocorrências de alta complexidade na região.

Com a operação do avião, o CBMSC passou a atender com maior celeridade municípios do Meio-Oeste, Planalto Serrano e Extremo-Oeste, encurtando trajetos que por via terrestre poderiam ultrapassar 8 ou 10 horas.

A eficiência operacional é comprovada pelo índice de 96,4% de missões cumpridas com sucesso.

Números que salvam vidas

Desde a criação da base:
• 641 pessoas transportadas, entre pacientes e acompanhantes;
• Média de 2,8 horas de voo por ocorrência;
• 71,7% das missões com presença de acompanhante;
• Municípios mais atendidos: Joaçaba, Videira, Caçador, Lages, Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste.

A operação mantém média consistente de horas voadas por ocorrência — reflexo da complexidade dos atendimentos e da abrangência regional.

Tempo-resposta que faz a diferença

O transporte aeromédico é decisivo quando o fator tempo determina a sobrevida ou a redução de sequelas. A aeronave permite:
• Transferências inter-hospitalares de alta complexidade;
• Transporte de gestantes de risco (46 atendidas);
• Remoções neonatais e pediátricas — quase metade dos pacientes (47,5%) são recém-nascidos e crianças;
• Transporte de órgãos para transplante;
• Apoio em missões de busca e resgate.

Para garantir a segurança desses pacientes vulneráveis, a base utilizou incubadoras em 89 ocasiões e dispositivos “bebê conforto” em outras 30 missões, funcionando como uma verdadeira UTI aérea especializada para o início da vida.

Estrutura integrada com o Samu Aeromédico

A atuação do CBMSC/BOA ocorre em parceria com o Samu, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, em um modelo consolidado há mais de uma década em Santa Catarina.

Atualmente, o serviço aeromédico catarinense opera com cinco aeronaves — aviões e helicópteros — distribuídas estrategicamente pelo Estado, garantindo capilaridade e eficiência operacional.

Reconhecimento a quem está nos céus

A marca das 1.000 horas ganha simbolismo ao se aproximar do Dia do Piloto de Helicóptero, data que homenageia profissionais das operações aéreas de resgate e salvamento.

Embora a base de Joaçaba opere com aeronave de asa fixa, o BOA integra pilotos de avião e helicóptero em uma mesma doutrina operacional, marcada por treinamento rigoroso, decisões sob pressão e compromisso absoluto com a vida.

São profissionais que enfrentam condições meteorológicas adversas, voos noturnos e pousos em aeroportos regionais ou áreas restritas, sempre com foco na segurança da tripulação e do paciente.

Um marco que projeta o futuro

A superação de 1.001,4 horas de voo reafirma o papel estratégico da 4ª Companhia na malha aeromédica catarinense. O número simboliza maturidade operacional, integração entre bombeiros militares e equipes médicas e a consolidação de uma política pública que aproxima o atendimento especializado de quem mais precisa.

Para o capitão Daldrian Scarabelot, o marco reflete a natureza ininterrupta do trabalho:

“Cada missão é a reafirmação do nosso compromisso com a sociedade catarinense. Quando não estamos em voo, estamos em resgate; atendemos ocorrências por terra ou pelo ar, garantindo que o socorro nunca pare. É um serviço que se consolida cada vez mais como um braço essencial para os municípios do Meio-Oeste e Oeste, transformando essas mil horas de operação em centenas de segundas chances para quem mais precisa.”

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