
A possibilidade de ocorrência de eventos climáticos adversos associados ao fenômeno El Niño colocou a prevenção e a gestão de riscos no centro das discussões entre lideranças empresariais de Santa Catarina. Diante da perspectiva de impactos sobre a infraestrutura, a logística, o fornecimento de serviços e a operação das indústrias, empresas passaram a reforçar a necessidade de antecipar cenários e estruturar respostas mais eficientes para situações de emergência.
Nesse contexto, a Academia FIESC de Negócios promoveu, nesta semana, uma agenda exclusiva para CEOs de empresas participantes do programa Membership, com foco na preparação da indústria para eventos climáticos extremos.
A iniciativa foi realizada em parceria com a Defesa Civil de Santa Catarina e surgiu a partir de demandas apresentadas pelas próprias empresas, que buscam aprimorar seus mecanismos de prevenção diante do aumento dos riscos relacionados a fenômenos meteorológicos severos.
Planos de contingência ganham importância
Durante o encontro, foram apresentadas orientações e boas práticas voltadas à elaboração e ao aprimoramento de planos de contingência, além de estratégias de gestão de riscos e preparação das equipes para situações que possam comprometer o funcionamento das unidades industriais.
A programação também destacou a importância de as empresas conhecerem e utilizarem corretamente os canais oficiais de alerta da Defesa Civil, permitindo que informações sobre condições meteorológicas e possíveis situações de emergência cheguem rapidamente aos responsáveis pela tomada de decisão.
A preparação antecipada é considerada fundamental para reduzir o tempo de resposta diante de ocorrências como chuvas intensas, alagamentos, inundações, deslizamentos e outros eventos capazes de afetar estruturas, acessos, sistemas de energia, transporte e cadeias de abastecimento.
Integração entre indústria e poder público
Outro ponto destacado durante a agenda foi a necessidade de ampliar a integração entre setor produtivo, poder público e instituições locais. A avaliação é de que a atuação coordenada pode contribuir para reduzir os impactos dos eventos extremos e aumentar a capacidade de resposta não apenas das empresas, mas também das comunidades onde estão inseridas.
Para a Defesa Civil, a construção de uma cultura permanente de prevenção é essencial para que empresas e população estejam mais preparadas para enfrentar situações adversas.
A estratégia passa por identificar previamente os principais riscos, estabelecer responsabilidades, preparar trabalhadores, definir protocolos de comunicação e garantir que as decisões possam ser tomadas com rapidez quando houver necessidade de interromper atividades ou adotar medidas emergenciais.
Resiliência para garantir a continuidade das operações
A preocupação das empresas vai além da proteção da infraestrutura física. Eventos climáticos extremos podem provocar interrupções na produção, dificuldades de deslocamento dos trabalhadores, problemas no abastecimento de insumos, restrições logísticas e impactos em toda a cadeia produtiva.
Por isso, a preparação para situações de emergência começa a ser incorporada ao planejamento estratégico das organizações, com o objetivo de proteger vidas, reduzir prejuízos e assegurar a continuidade das operações.
A iniciativa da FIESC reforça, assim, a importância de transformar a prevenção em uma ação permanente. Em um cenário de maior atenção aos efeitos dos eventos climáticos, a antecipação de riscos e a integração entre empresas e instituições públicas passam a ser ferramentas fundamentais para aumentar a resiliência da indústria catarinense.
Prevenção como estratégia
Mais do que reagir aos desastres depois que eles acontecem, a proposta discutida no encontro é fortalecer a capacidade de antecipar riscos, preparar equipes e estabelecer protocolos de resposta.
A expectativa é que esse tipo de articulação contribua para uma indústria mais preparada para enfrentar períodos de instabilidade climática, reduzindo impactos sobre trabalhadores, comunidades, estruturas produtivas e a economia de Santa Catarina.













