SANTA CATARINA ACELERA GERAÇÃO DE EMPREGOS E CONSOLIDA LIDERANÇA NACIONAL NA ECONOMIA

SC ultrapassa a marca de 4,5 milhões de trabalhadores ocupados e lidera o país com as menores taxas de desemprego e informalidade, além do menor percentual de desalentados – Foto: Roberto Zacarias / Secom GOVSC

Santa Catarina começou e atravessa 2026 reafirmando sua posição de destaque no cenário econômico brasileiro. Com crescimento sustentado da atividade produtiva, expansão do mercado formal e indicadores históricos de empregabilidade, o estado voltou a registrar a menor taxa de desemprego do país e alcançou a marca de mais de 4,5 milhões de pessoas ocupadas.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por meio da PNAD Contínua nesta quinta-feira, 14 de maio, mostram que a taxa de desocupação catarinense ficou em 2,7% no primeiro trimestre de 2026, menos da metade da média nacional, de 6,1%.

O desempenho mantém Santa Catarina na liderança nacional pelo quinto trimestre consecutivo e reforça o ambiente de crescimento econômico, fortalecimento industrial e geração de oportunidades em diferentes regiões do estado.

Mercado aquecido e formalização em alta

Além de liderar o ranking do menor desemprego, Santa Catarina também apresentou a menor taxa de informalidade do Brasil, com 25,4%, bem abaixo da média nacional de 37,3%. Na sequência aparecem o Distrito Federal, com 28,1%, e Mato Grosso do Sul, com 29,8%.

O resultado evidencia um mercado de trabalho mais estruturado, com predominância de vínculos formais, estabilidade e maior proteção social aos trabalhadores.

“Emprego é a melhor política social que existe. É por isso que o Estado incentiva novos negócios e é parceiro do setor produtivo. Somos um estado que faz acontecer e o catarinense abraça as oportunidades, corre atrás e garante sustento e dignidade para a família”, disse o governador Jorginho Mello.

Santa Catarina amplia protagonismo nacional

O secretário de Estado do Planejamento destacou que os indicadores consolidam uma trajetória histórica de crescimento e fortalecimento do mercado formal catarinense.

“Santa Catarina ultrapassou a marca de 4,5 milhões de trabalhadores ocupados e mantém a menor taxa de informalidade do país desde 2018. Considerando os trimestres com divulgação estadual da PNAD Contínua, já são 32 resultados consecutivos na liderança nacional. Os resultados reforçam uma característica histórica do mercado de trabalho catarinense, que combina alta ocupação com maior participação de vínculos formais. Isso garante mais estabilidade, acesso a direitos trabalhistas e proteção social aos trabalhadores”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino.

Menor índice de desalento e subutilização do país

Os indicadores divulgados pela PNAD Contínua também colocam Santa Catarina na primeira posição nacional em outros índices ligados ao mercado de trabalho.

No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou a menor taxa de subutilização da força de trabalho do Brasil, com 4,7%, muito abaixo da média nacional de 14,3%. O indicador reúne pessoas desempregadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que integram a força de trabalho potencial.

Atrás de Santa Catarina aparecem Mato Grosso, com 6,7%, e Espírito Santo, com 7,0%.

Outro dado que chama atenção é o percentual de desalentados — pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego. Santa Catarina registrou índice de apenas 0,3%, o menor do país e muito inferior à média brasileira, de 2,4%. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul e Goiás, ambos com 0,7%.

Economia forte, indústria aquecida e geração de oportunidades

Os números refletem um cenário de expansão econômica sustentada, impulsionado pela força da indústria, do comércio, do agronegócio, da tecnologia e do empreendedorismo catarinense. Com ambiente favorável aos investimentos e elevada capacidade produtiva, Santa Catarina amplia sua competitividade nacional enquanto mantém indicadores sociais acima da média brasileira.

O rendimento médio mensal habitualmente recebido em todos os trabalhos em Santa Catarina chegou a R$ 4.289, valor 15,2% superior à média nacional, de R$3.722. SC ocupou a quarta posição no ranking nacional dos maiores rendimentos médios do trabalho, atrás apenas do Distrito Federal (R$6.720), São Paulo (R$4.378) e Rio de Janeiro (R$4.352). O estado registrou ainda crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Crescimento e distribuição

Cabe ressaltar que Santa Catarina apresenta a melhor distribuição de renda dos trabalhadores ocupados no país, pelo segundo ano consecutivo, conforme o índice de Gini de 2025. Os dados divulgados pela PNAD Contínua anual de 2025 registram que a desigualdade do rendimento médio domiciliar per capita reduziu em Santa Catarina. De 2024 para 2025, o Índice de Gini passou de 0,430 para 0,425, enquanto a desigualdade aumentou no Brasil.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a população ocupada em Santa Catarina apresentou crescimento nos principais setores da economia. O principal destaque foi da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que avançaram 14,5%, enquanto a Indústria geral e a Construção registraram alta de 5,4%. Entre os segmentos com melhor desempenho, destacaram-se as atividades de Informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com crescimento de 6,6%, além da Indústria de transformação, que avançou 4,2%.

A Diretoria de Políticas Públicas da Seplan monitora os dados do mercado de trabalho catarinense. Os boletins com os dados anteriores da PNAD Contínua estão disponíveis no site:https://www.seplan.sc.gov.br/conhecimento-planejamento-e-acao/mercado-de-trabalho/

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