PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS ENDURECE POSIÇÃO E ANUNCIA DESCONTO SALARIAL A SERVIDORES EM GREVE

Prefeito Topázio Neto anuncia medida de desconto salarial e condiciona retomada das negociações ao fim da paralisação de servidores municipais em Florianópolis.

A decisão da Prefeitura de Florianópolis de descontar os dias parados de servidores em greve marca um novo momento no impasse entre o Executivo municipal e a categoria. Anunciada nesta segunda-feira (27), a medida reforça o discurso de que a paralisação é considerada injustificada diante das negociações já realizadas e da manutenção de serviços essenciais à população.

Segundo a administração municipal, foram realizadas ao menos cinco rodadas de negociação com representantes da categoria, nas quais o Executivo afirma ter demonstrado abertura ao diálogo e apresentado propostas concretas. Ainda assim, o município entende que a decisão pela greve desconsiderou os avanços já feitos e não encontra respaldo diante do atual cenário.

A Prefeitura sustenta que a continuidade da paralisação compromete serviços essenciais, mesmo com baixa adesão entre os servidores, e afirma que a medida de desconto busca preservar o funcionamento da máquina pública e garantir atendimento à população.

Negociação com retorno ao trabalho

O prefeito Topázio Neto reforçou que o município segue disposto a negociar, desde que haja retorno ao trabalho:

“Queremos retomar imediatamente as negociações, desde que os profissionais voltem às suas atividades regulares. Esse desconto é nosso compromisso com todos aqueles que seguem trabalhando, os mais de 70% dos professores e 80% dos profissionais de saúde que estão garantindo a continuidade dos serviços à população”, enfatiza o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. Serão consideradas as faltas desde o início da paralisação, na última quinta-feira, 23, até esta terça-feira, 28.

“Para que possamos avançar, precisamos que ambos os lados estejam comprometidos, o que não demonstra o Sindicato em mais uma paralisação com clara motivação política. Já cumprimos uma série de pedidos e nos mantemos dispostos a dialogar, mas o munícipe não pode ser prejudicado por um movimento quando ele se pautar sem considerar a razoabilidade inerente à gestão pública”, complementa o prefeito.

Número e impacto 
De acordo com a Prefeitura, a maior parte dos serviços segue em funcionamento: mais de 70% dos professores e cerca de 80% dos profissionais de saúde continuam atuando normalmente. A administração argumenta que esses índices demonstram baixa adesão à greve e reforçam a necessidade de manter a regularidade dos atendimentos.

O Executivo também destaca que já cumpre integralmente a legislação referente ao piso da enfermagem e apresenta números para sustentar a política salarial:

* Enfermeiros: cerca de R$ 10 mil no município, acima do piso nacional de R$ 4.750
* Técnicos de enfermagem: mínimo de R$ 4,3 mil, superior ao piso nacional de pouco mais de R$ 3,2 mil

A Prefeitura afirma ainda que avalia melhorias para os técnicos, mas ressalta que a discussão depende de viabilidade técnica e orçamentária, não justificando, segundo o município, a paralisação das atividades.

A administração municipal mantém a posição de que o diálogo segue aberto, mas condicionado à retomada dos serviços. O impasse agora se concentra na resposta da categoria diante da medida anunciada.

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