
Santa Catarina alcançou um desempenho histórico nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, consolidando sua força no agronegócio e ampliando a presença no mercado internacional. O Estado embarcou 518,4 mil toneladas de proteínas animais — entre frango, suínos, bovinos, perus, patos e marrecos —, gerando uma receita de US$ 1,17 bilhão.
Os números representam crescimento de 4% no volume exportado e de 9,6% no faturamento em comparação com o mesmo período de 2025, configurando o melhor resultado da série histórica para o trimestre.
Crescimento com base na qualidade e competitividade
O avanço consolida Santa Catarina como referência global na produção de proteína animal, com produtos presentes em mais de 150 países. O resultado reflete a combinação de produtividade, organização da cadeia e reconhecimento sanitário.
Os resultados consolidam a posição de destaque do Estado no mercado internacional. “Santa Catarina produz com qualidade reconhecida, a proteína animal do nosso Estado chega a mais de 150 países. Isso é reflexo de todo esse trabalho de apoio que temos junto aos produtores e às agroindústrias”, afirma o governador Jorginho Mello.
Defesa sanitária garante acesso a mercados exigentes
O desempenho também está diretamente ligado ao rigor sanitário adotado no Estado — um dos principais diferenciais competitivos no cenário internacional.
O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destaca o papel estratégico desse fator:
“Santa Catarina construiu, um sistema sanitário confiável, reconhecido internacionalmente. Esse diferencial garante acesso aos mercados mais exigentes e sustenta o crescimento das exportações, mesmo em cenários desafiadores”, destaca.
Dados oficiais e monitoramento do setor
Os números das exportações são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e organizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), referência no acompanhamento do desempenho do agronegócio catarinense.
Carne suína
A carne suína apresentou forte expansão. No acumulado do trimestre, o Estado exportou 182,4 mil toneladas, com faturamento de US$ 454,3 milhões, crescimentos de 4% e 7,5%, respectivamente. Com esses números, Santa Catarina alcançou o melhor desempenho da série histórica, nesse período, tanto em volume quanto em receitas.
O Japão liderou os destinos da carne suína catarinense, com 31,7% da receita total, seguido por Filipinas e China. O mercado japonês apresentou forte crescimento, com aumento de 59,8% no volume exportado e de 53,7% na receita, refletindo a elevada demanda asiática pela proteína brasileira. Santa Catarina respondeu por 47,8% do volume e 50,1% das receitas das exportações brasileiras do setor nos três primeiros meses do ano.
Carne de frango
No acumulado do trimestre, foram embarcadas 316,7 mil toneladas de carne de frango, gerando US$ 664,3 milhões, aumentos de 3,2% em volume e 7,7% em receita. O resultado representa o melhor desempenho da série histórica em faturamento e o segundo maior volume já registrado para o período.
O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que apesar do cenário positivo, os embarques de carne de frango para o Oriente Médio recuaram em março, com quedas de 22% em volume e 23,8% em receita na comparação com fevereiro. “A retração reflete tensões geopolíticas na região, que têm provocado atrasos logísticos e aumento de custos”, destaca. De acordo com o analista, o crescimento das exportações para outros destinos importantes, como Japão, China e Chile, compensou a queda nos embarques para o Oriente Médio. Santa Catarina respondeu por 24,5% da receita e 22,3% do volume de carne de frango exportada pelo Brasil.













