GAECO: OPERAÇÃO INVESTIGA ESQUEMA DE PROPINA NA SAÚDE PARA FAVORECER FUNERÁRIA EM LAGES

Mandados de busca foram cumpridos em Lages; operação apura esquema de propina na saúde para favorecer funerária.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (1º) a Operação Thánatos. A investigação é conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages, com foco na área da moralidade administrativa.

O objetivo é apurar a existência de um possível esquema estruturado de pagamento de propina a servidores públicos da área da saúde para beneficiar uma empresa funerária.

Indícios de propina e dinheiro apreendido

Com base nos elementos reunidos, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages autorizou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Durante as diligências, foram apreendidos cerca de R$ 80 mil em dinheiro em espécie.

As investigações apontam que transferências bancárias com características de pagamento de propina teriam sido realizadas a diversos servidores, levantando suspeitas de corrupção ativa e passiva.

Informações privilegiadas sobre mortes

Segundo o Ministério Público, há indícios de que funcionários da funerária mantinham comunicação frequente com agentes públicos que tinham acesso direto a informações sobre óbitos.

Esses dados teriam sido repassados de forma antecipada, permitindo que representantes da empresa chegassem primeiro às famílias das vítimas.

Locais sob investigação

O suposto esquema envolveria o repasse de informações sobre mortes ocorridas em diferentes contextos, como:
• Atendimentos do SAMU
• Hospital Tereza Ramos
• Unidades de Pronto Atendimento (UPA)
• Residências

A prática teria violado o sistema de rodízio municipal, que busca garantir igualdade de concorrência entre funerárias.

Próximos passos da investigação

Materiais apreendidos, como documentos, mídias e equipamentos eletrônicos, serão encaminhados à Polícia Científica para perícia.

A análise deve ajudar a esclarecer:
• a dinâmica do esquema
• a participação de outros envolvidos
• a possível existência de uma organização criminosa estruturada

O caso segue sob sigilo judicial.

Origem do nome da operação

O nome “Thánatos” faz referência à figura da mitologia grega associada à morte. Segundo o Ministério Público, a escolha simboliza o fim de práticas ilícitas e a responsabilização dos envolvidos.

O que é o GAECO

O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, com atuação integrada de diferentes órgãos:
• Polícia Civil
• Polícia Militar
• Polícia Penal
• Receita Estadual
• Corpo de Bombeiros Militar

O grupo atua na prevenção, investigação e repressão ao crime organizado no estado.

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