Mais de 13 mil motociclistas morrem todos os anos no Brasil. Sozinhas, as motos já representam cerca de 40% das mortes no trânsito e 60% das internações hospitalares por acidentes no Sistema Único de Saúde (SUS). A cada dia, o país perde dezenas de vidas sobre duas rodas e naturaliza a tragédia.
O crescimento acelerado da frota, impulsionado por aplicativos de entrega e transporte, transformou a moto em ferramenta de trabalho. Em muitas cidades, a motocicleta virou solução para desemprego e mobilidade precária.
Grande parte das cidades brasileiras não foi planejada para absorver o volume atual de motos. Falta sinalização adequada, faixas exclusivas, fiscalização eficiente e políticas públicas específicas.
O excesso de velocidade e o desrespeito às leis de trânsito seguem como fatores determinantes. Soma-se a isso o uso inadequado de equipamentos de proteção e a condução por pessoas sem habilitação.
Há um número significativo de motociclistas sem carteira de habilitação ou com formação precária. A fragilidade na fiscalização e na educação para o trânsito amplia o risco coletivo.
• O Brasil trata a moto como solução econômica, mas ignora os custos humanos e hospitalares.
• O impacto sobre o SUS é gigantesco.
• Falta uma política nacional integrada para enfrentar o problema.
• Há omissão do poder público em fiscalização e planejamento urbano.
O país investe bilhões em infraestrutura viária para carros, mas pouco debate políticas específicas para motociclistas, mesmo diante de números alarmantes.
O Brasil não enfrenta apenas um problema de trânsito, mas uma crise silenciosa de saúde pública. Enquanto a motocicleta continuar sendo símbolo de agilidade e sobrevivência econômica, sem políticas estruturadas de segurança, seguiremos contabilizando mortos como estatística e não como vidas interrompidas.














