
A conexão entre teoria e prática ganhou força em Rio do Sul com a realização do Seminário Horta e Compostagem em Ambientes Escolares, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc, nesta segunda-feira (16), no auditório do Instituto Federal Catarinense (IFC).
A proposta vai além do ensino tradicional: plantar, cuidar e reaproveitar resíduos se tornam ferramentas pedagógicas capazes de transformar hábitos, fortalecer a consciência ambiental e engajar toda a comunidade escolar.
Hortas pedagógicas: aprendizado vivo
Durante o seminário, educadores, estudantes e gestores aprenderam, na prática, como estruturar hortas escolares e implantar sistemas de compostagem dentro das instituições de ensino.
A iniciativa mostra que é possível transformar restos de alimentos em adubo e, ao mesmo tempo, estimular o consumo consciente e combater o desperdício. As atividades também incentivam a criatividade e a responsabilidade coletiva.
O deputado Marquito (Psol), presidente da comissão, destacou o impacto direto dessas ações:
“A prática de horta e compostagem no ambiente escolar trabalha educação alimentar e gestão de resíduos. Pode mudar a realidade de uma escola e mobilizar toda a comunidade.”
Sustentabilidade além de eventos pontuais
Para a idealizadora do projeto Escola Lixo Zero, Fabiana Nogueira Caetano Mina, a educação ambiental precisa estar integrada ao cotidiano escolar.
Segundo ela, o aprendizado deve ser contínuo e conectado ao currículo:
“Tem a ver com os dias atuais, com a sociedade moderna, mas com o olhar voltado à nossa origem: a natureza.”
Tecnologia simples, impacto duradouro
Um dos destaques do encontro foi a apresentação do método Lages de Compostagem, desenvolvido para facilitar a rotina nas escolas.
O professor Germano Güttler explicou que a técnica elimina etapas complexas:
- Não exige transporte constante de resíduos
- Dispensa composteiras tradicionais
- Transforma o próprio canteiro em área de compostagem
A proposta reduz o trabalho e torna o processo mais acessível para escolas com diferentes estruturas.
Mudança de hábitos começa cedo
O coordenador do Cepagro, Júlio Maestri, reforçou que pequenas experiências práticas geram grandes transformações.
Ao plantar e acompanhar o crescimento dos alimentos, os estudantes passam a ter mais interesse em experimentar novos sabores e melhorar a alimentação — um reflexo que ultrapassa os muros da escola e chega às famílias.
Expansão pelo estado
Após percorrer diversas regiões catarinenses em 2025, o seminário chega a Rio do Sul como o primeiro evento de 2026, ampliando o alcance da iniciativa e consolidando a proposta de educação ambiental como política pública contínua.
Perguntas Frequentes
O que foi o Seminário Horta e Compostagem em Ambientes Escolares?
Foi um evento promovido pela Alesc para incentivar práticas sustentáveis e educação ambiental em escolas.
Onde ocorreu o seminário?
O evento foi realizado no Instituto Federal Catarinense (IFC) de Rio do Sul.
Qual é o objetivo da iniciativa?
Difundir técnicas agroecológicas, incentivar hortas pedagógicas e melhorar a gestão de resíduos nas escolas.
O que é compostagem no ambiente escolar?
É o processo de reaproveitamento de resíduos orgânicos para produção de adubo, utilizado em hortas educativas.
Qual o impacto dessas práticas para os alunos?
Elas ajudam no desenvolvimento de hábitos alimentares mais saudáveis e na conscientização ambiental.













