CAPITAL DISPONIBILIZA VACINA CONTRA O SARAMPO EM TODAS UNIDADES DE SAÚDE

Em Florianópolis, a vacina está disponível em todas as 49 unidades de saúde do município, durante o ano todo

Com o surto de sarampo em cinco estados brasileiros, a Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis alerta para a importância da população se vacinar contra a doença.

A orientação é que crianças e adultos devem tomar a vacina, que está disponível nas 49 unidades de saúde do município.  Para quem nunca foi vacinado, são duas doses até 29 anos e uma dose entre 30 a 49. A vacina não é dada para adultos com mais de 49 anos por razões imunológicas. Já para as crianças a primeira dose pode ser feita entre os primeiros 12 e 15 meses de vida.

Além da vacina contra o sarampo, existem outras vacinas que precisam estar em dia, por isso, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é manter o cartão de vacinação em dia e reforçar as campanhas de vacinação. A próxima será contra a poliomielite entre os dias 6 e 24 de agosto para crianças entre seis meses e cinco anos.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. A doença, entretanto, voltou a ser motivo de preocupação entre autoridades sanitárias em razão das baixas coberturas vacinais identificadas no país e por ser altamente contagiosa.

O que é sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Sintomas

Principais sinais:

•          Febre alta, acima de 38,5°C;

•          Dor de cabeça;

•          Manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo

•          Tosse;

•          Coriza;

•          Conjuntivite;

•          Manchas brancas que aparecem na mucosa bucal conhecida como sinal de koplik, que antecede de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas.

Transmissão

A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, o elevado poder de contágio da doença. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.

Esquema vacinal

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral).

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente:duas doses da vacina tríplice

Para adolescentes e adultos até 49 anos:

•          Pessoas de 10 a 29 anos  –  duas doses das vacina tríplice

•          Pessoas de 30 a 49 anos  – uma dose da vacina tríplice viral

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

Não devem receber a vacina:

•          Casos suspeitos de sarampo

•          Gestantes – devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.

•          Menores de 6 meses de idade

•          Imunocomprometidos

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado.

Para os casos sem complicação, manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

(Fonte: SECOM/PMF)

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