POLÍCIA CIVIL APREENDE MUNIÇÕES EM OPERAÇÃO NA ILHA DO MEL E REFORÇA INVESTIGAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM JOINVILLE

Mandado de busca e apreensão foi cumprido pela Delegacia da Mulher com apoio da Polícia Militar Ambiental. Investigado já está preso preventivamente por decisão da Justiça. (Arquivo:Adobe Stock)

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Joinville realizou, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação para cumprimento de Mandado de Busca e Apreensão expedido pelo Poder Judiciário no âmbito de uma investigação que apura graves crimes de violência doméstica e familiar contra uma mulher.

A ação ocorreu na Ilha do Mel, localizada na Baía da Babitonga, em Joinville, região de difícil acesso, exigindo o apoio da Polícia Militar Ambiental para garantir o deslocamento das equipes e o cumprimento da ordem judicial.

A operação representa mais uma etapa da investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina, que busca reunir provas para esclarecer todos os fatos relacionados ao caso e fortalecer o conjunto probatório encaminhado à Justiça.

Munições e cartuchos foram apreendidos

Durante as buscas realizadas no imóvel alvo da operação, os policiais localizaram e apreenderam munições e cartuchos de arma de fogo.

Todo o material recolhido será submetido à perícia técnica e a análises investigativas para verificar sua possível relação com os crimes investigados e apurar eventual prática de outros delitos, conforme prevê a legislação.

A Polícia Civil não informou, até o momento, se foi localizada arma de fogo durante a diligência.

Vítima conseguiu escapar das agressões

As investigações tiveram início após o registro de ocorrência feito pela vítima, que relatou ter sido violentamente agredida pelo investigado.

Segundo a Polícia Civil, ela sofreu socos e tapas na cabeça e no rosto, além de ter sido ameaçada de morte durante o episódio.

Em meio às agressões, a mulher conseguiu retirar a chave da ignição do veículo utilizado pelo agressor e fugir. Na tentativa de preservar a própria vida, refugiou-se em uma área de mangue, onde permaneceu escondida até conseguir pedir ajuda.

Conforme os elementos já reunidos pela investigação, também foram relatados outros episódios anteriores de violência praticados pelo investigado, reforçando o histórico de agressões e ameaças.

Prisão preventiva já havia sido decretada

Desde o início da apuração, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher realizou diversas diligências investigativas para esclarecer os fatos, reunindo elementos que fundamentaram o pedido de medidas cautelares.

Além do mandado de busca e apreensão, o Ministério Público representou pela prisão preventiva do investigado. O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário e a ordem judicial já havia sido cumprida anteriormente pela DEAM.

O investigado permanece recolhido no sistema prisional, onde segue à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações.

Atuação integrada fortalece combate à violência contra a mulher

A Polícia Civil destacou que a operação evidencia a importância da integração entre as forças de segurança e o sistema de Justiça.

A atuação conjunta entre a Polícia Civil de Santa Catarina, o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Polícia Militar Ambiental foi considerada fundamental para garantir a efetividade das medidas cautelares, assegurar a produção de provas e dar continuidade às investigações.

Em nota, a instituição reafirmou seu compromisso com o enfrentamento permanente da violência doméstica e familiar contra a mulher, ressaltando que continuará atuando de forma técnica, integrada e rigorosa para garantir a proteção das vítimas, a responsabilização dos autores e o cumprimento das decisões judiciais.

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