
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, desembargador Carlos Roberto da Silva, palestrou no Colégio Catarinense, em Florianópolis, nesta segunda-feira (6).
Com a presença de cerca de 160 alunos do 2º ano no Auditório João Paulo II, o encontro teve como foco incentivar a emissão do primeiro título eleitoral e ampliar a participação dos jovens nas Eleições 2026.
Consciência política além das redes sociais
Durante a palestra, o presidente destacou que o engajamento dos jovens precisa ir além dos debates digitais, reforçando o impacto direto das escolhas políticas no cotidiano.
“Nós entendemos que todos vocês aqui devem ter voz e vez, não apenas no debate nas redes sociais, nos debates em sala de aula, mas também, sobre quem toma decisões que afetam a nossa vida. A gente tá falando de coisas bem reais, como educação, meio-ambiente, proteção dos animais, saúde mental, segurança, direitos das mulheres, dos negros, oportunidade aos jovens, regras de uso de redes sociais e outros tantos direitos que nos afetam no dia a dia. Isso tudo não é assunto de adulto. É o nosso dia a dia”, contextualizou o presidente do TRE-SC.
Ao questionar os estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, sobre quem já possuía título eleitoral, poucos levantaram a mão. O dado reflete o cenário estadual: cerca de 300 mil jovens nessa faixa etária em Santa Catarina, mas apenas 13,3% com o documento.
Exemplo que vem da sala de aula
Entre os alunos que já emitiram o título está a estudante Maria Fernanda, que destacou a importância de participar das escolhas políticas desde cedo.
“É um desejo que eu tenho há muito tempo de poder escolher os [nossos] representantes. Eles que vão guiar o nosso país e eu acho que o mínimo que a gente deveria fazer é ter participação nessa escolha”, afirmou.
A estudante também incentivou os colegas a seguirem o mesmo caminho, reforçando o protagonismo juvenil no processo democrático.
Eleições 2026 e o peso do voto jovem
A mobilização ganha ainda mais relevância diante das próximas eleições, que definirão cargos estratégicos no país, como deputados federais e estaduais, senadores, governador e presidente.
“Vocês têm voz, têm muito mais impacto do que imaginam e precisam confiar que a opinião de vocês é muito importante”, complementou o presidente do TRE-SC, des. Carlos Roberto da Silva.
Segurança da urna eletrônica em destaque
O diretor-geral do TRE-SC, Gonsalo Agostini Ribeiro, também participou do encontro e apresentou aos estudantes o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro, desde a coleta até a totalização dos votos.
Além de dados sobre o cenário político — como número de partidos e vagas legislativas —, ele destacou o papel de Santa Catarina na evolução do voto informatizado.
Por fim, detalhou os mecanismos de segurança das urnas eletrônicas, como a ausência de conexão com a internet e o uso de criptografia.
“Durante a explicação, o diretor-geral ainda mostrou aos estudantes do Colégio Catarinense a Zerézima, documento emitido pela urna eletrônica antes do início de uma votação para demonstrar que aquela urna ainda não recebeu votos.”
Ação integrada e expansão para outras escolas
A iniciativa foi organizada pela juíza eleitoral Janine Stiehler Martins, da 12ª Zona Eleitoral de Florianópolis, com apoio da direção do Colégio Catarinense e da Associação de Pais e Professores.
Também participaram representantes da Justiça Eleitoral e convidados ligados ao sistema judiciário.
A ação integra uma estratégia mais ampla do TRE-SC para aproximar os jovens da democracia. O presidente da instituição tem incentivado que juízes eleitorais de todo o estado promovam atividades semelhantes em escolas, ampliando o alcance da educação política entre estudantes.













