TRABALHO PRISIONAL ARRECADA R$ 32 MILHÕES EM SC E REFORÇA POLÍTICA DE RESSOCIALIZAÇÃO

Trabalho remunerado em unidades prisionais de Santa Catarina contribui para a ressocialização, gera renda aos apenados e reduz custos do sistema prisional. (Foto: Eduardo Valente / GovSC)

R$ 32 milhões. Esse foi o valor arrecadado pelo Governo de Santa Catarina em 2025 por meio do trabalho remunerado de pessoas privadas de liberdade. O montante expressivo evidencia não apenas o impacto financeiro da política de trabalho prisional, mas também a consolidação de um modelo que combina ressocialização, geração de renda e parcerias com a iniciativa privada e o poder público.

Santa Catarina se destaca nacionalmente como o estado com o maior número de presos trabalhando de forma remunerada, reforçando a eficiência do sistema adotado.

Estado reduz custos e amplia investimentos

De acordo com o governador Jorginho Mello, os recursos gerados ajudam a diminuir a pressão sobre o orçamento público e permitem novos investimentos.

“Santa Catarina é o estado do Brasil que mais tem preso trabalhando. R$ 32 milhões é o custo do elevado que entregamos no fim de dezembro em Maravilha, é metade do custo da triplicação da SC-401, uma das rodovias mais movimentadas do estado. Para 2026, a meta é aumentar isso e colocar mais preso trabalhando para fazer render mais e melhor”, destacou.

Ao gerar receita própria, o sistema prisional reduz a necessidade de aportes diretos do Tesouro estadual, liberando recursos para outras áreas estratégicas da administração pública.

Rede de convênios impulsiona o trabalho nas unidades

Atualmente, Santa Catarina mantém mais de 200 convênios ativos envolvendo empresas privadas, prefeituras, órgãos do governo estadual e empresas de economia mista. Essas parcerias viabilizam atividades produtivas em diversas unidades prisionais, com mais de 10 mil presos trabalhando de forma remunerada em todo o estado.

Produção interna gera renda e qualificação

Um exemplo do modelo é a Penitenciária Feminina de Criciúma, onde mais de 8 toneladas mensais de produtos de panificação e confeitaria são produzidas. No local, 56 internas atuam na fabricação de pães, salgados, pizzas e doces congelados, em um pavilhão industrial instalado dentro da unidade, por meio de convênio com o Estado.

Ressocialização além da arrecadação

Para a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, os benefícios vão além dos números.

“Quando o sistema passa a gerar seus próprios recursos, o Estado reduz o uso do orçamento público para investimentos internos, podendo direcionar esses valores a outras áreas. Ao mesmo tempo, o trabalho promove a ressocialização das pessoas privadas de liberdade, preparando essas pessoas para o retorno à sociedade. É um ganho para o sistema prisional, para o cofre público e para toda a sociedade”, afirmou.

Direitos garantidos por lei

O trabalho prisional é regulamentado pela Lei de Execução Penal, assegura remuneração aos apenados e permite a remição de pena, com o abatimento de um dia da sentença a cada três dias trabalhados.

Em Santa Catarina, os presos que exercem atividade laboral recebem pelo menos um salário mínimo. Do valor total:

• 50% ficam disponíveis para uso imediato do apenado, inclusive para auxílio à família;
• 25% são depositados em conta vinculada, acessível somente após a soltura;
• 25% são destinados ao Estado como indenização pelas despesas de custódia, sendo integralmente reinvestidos em melhorias nas próprias unidades prisionais onde os recursos são gerados.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário
Por favor, informe seu nome