
A Federação das Indústrias de SC (FIESC) acompanha com atenção os desdobramentos da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas globais de 10% sobre produtos importados com base na Seção 122 da legislação norte-americana.
O anúncio, feito sexta-feira (20), foi interpretado como uma resposta à decisão da Suprema Corte dos EUA que, na manhã do mesmo dia, suspendeu a aplicação de tarifas recíprocas anteriormente estabelecidas com base em lei de emergência.
O que prevê a Seção 122
A Seção 122 autoriza o governo norte-americano a aplicar tarifas de até 15% por um período máximo de 150 dias, quando houver alegação de desequilíbrio no balanço de pagamentos.
Para o setor industrial catarinense, o instrumento amplia a margem de manobra do governo dos EUA e mantém um cenário de imprevisibilidade para exportadores brasileiros.
Insegurança nos negócios
Embora a decisão da Suprema Corte tenha sido avaliada como positiva pela Federação industrial, a reação da administração Trump demonstra a intenção de manter barreiras comerciais.
“São decisões que aumentam a insegurança nos negócios com os Estados Unidos”, resume o presidente da FIESC, Gilberto Seleme.
Santa Catarina tem forte presença exportadora para o mercado norte-americano, especialmente nos setores metalmecânico, têxtil, cerâmico e de alimentos — segmentos que podem sentir impacto direto caso a medida avance.
A FIESC aguarda agora a publicação oficial da regulamentação por parte da alfândega norte-americana (Customs and Border Protection – CBP), que detalhará a efetivação prática da decisão judicial e os procedimentos de aplicação das novas tarifas.
Até lá, o cenário é de cautela e monitoramento constante.













