
A Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, registrou um aumento expressivo nos atendimentos por gastroenterite na rede de atenção básica neste início de ano. Dados da Vigilância Epidemiológica indicam que, apenas nas primeiras semanas de janeiro, foram contabilizados 657 casos, o que representa um crescimento de 100% em relação às duas últimas semanas de dezembro, quando houve 327 atendimentos.
O cenário acompanha um padrão comum do verão, especialmente em municípios litorâneos, período marcado por altas temperaturas, maior circulação de pessoas e mudanças nos hábitos alimentares.
Por que os casos aumentam no verão?
De acordo com a Secretaria de Saúde, o calor favorece a proliferação de vírus, bactérias e outros microrganismos em alimentos e na água. Além disso, o aumento da população flutuante durante a temporada de verão pode sobrecarregar os sistemas de saneamento e abastecimento, elevando o risco de contaminação.
Outro fator de atenção são as chuvas intensas, que contribuem para o escoamento de esgoto e poluentes em direção a rios e praias. Isso aumenta o risco de exposição durante o banho de mar, especialmente em áreas com balneabilidade comprometida.
O consumo de alimentos preparados fora de condições ideais de higiene, a ingestão de gelo de procedência desconhecida e o maior contato interpessoal também favorecem a chamada transmissão fecal-oral, principal via de disseminação da gastroenterite.
Cuidados simples ajudam a prevenir a doença
Diante do aumento dos casos, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da prevenção. Medidas simples podem reduzir significativamente o risco de infecção:
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro;
• Higienizar corretamente superfícies e utensílios de cozinha;
• Consumir apenas água potável tratada, fervida ou mineral;
• Evitar gelo de procedência desconhecida;
• Cozinhar bem os alimentos, principalmente carnes, e evitar frutos do mar crus ou mal conservados;
• Manter alimentos levados à praia refrigerados e consumi-los em prazo seguro;
• Respeitar os avisos de balneabilidade;
• Evitar o banho de mar por pelo menos 24 horas após chuvas intensas, período de maior risco de contaminação.
Quando procurar atendimento
A diretora de Vigilância Epidemiológica, Katheri Zamprogna, orienta que, ao apresentar sintomas como diarreia, vômitos, dor abdominal ou febre, a população procure a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação e orientação adequada.













