MPSC AMPLIA REDE DE PROTEÇÃO E LEVA PROJETO CONTRA A VIOLÊNCIA ÀS PORTAS DOS CONDOMÍNIOS DE SC

Reunião da Ouvidoria do MPSC com representantes do SECOVI apresenta o projeto “Proteção Mora ao Lado” e busca fortalecer a rede de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres nos condomínios catarinenses.

A proteção contra a violência às mulheres começa também onde as pessoas vivem. Com esse propósito, a Ouvidoria do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou uma nova etapa do projeto Proteção Mora ao Lado, articulando parcerias com unidades regionais do Sindicato da Habitação (SECOVI) para ampliar a iniciativa e fazê-la chegar a condomínios de diferentes regiões do Estado.

A agenda percorreu três importantes cidades catarinenses nesta semana. A primeira reunião ocorreu na terça-feira (1º/9), em Joinville. Na quarta-feira (2/9), foi a vez de Balneário Camboriú. O roteiro foi encerrado nesta quinta-feira (3/9), em Blumenau.

Nos encontros, o Ouvidor do MPSC e Procurador de Justiça, Luiz Ricardo Pereira Cavalcanti, apresentou a proposta aos representantes regionais do SECOVI e convidou as entidades a aderirem ao projeto.

Parceria busca alcançar síndicos, administradoras e moradores

A estratégia é utilizar a capilaridade do setor condominial para ampliar a circulação de informações sobre prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

Por meio da articulação com o SECOVI, o MPSC pretende aproximar o projeto de administradoras, síndicos, funcionários e moradores, criando uma rede de apoio capaz de levar informação qualificada para um número cada vez maior de condomínios.

“Com essa parceria, vamos conseguir fazer um trabalho social muito importante, ampliando o alcance do projeto e levando informação e orientação para mais condomínios e moradores de Santa Catarina”, destaca o Ouvidor do MPSC.

A atuação conjunta também busca respeitar os limites e as responsabilidades de cada integrante da rede de proteção. A proposta não é transformar moradores ou trabalhadores de condomínios em agentes de segurança, mas oferecer conhecimento para que saibam identificar sinais de violência, conhecer os canais de atendimento e compreender como agir diante de situações que possam exigir ajuda.

Projeto entra em nova fase após lançamento em Florianópolis

O movimento regional ocorre poucos dias depois do lançamento oficial do Proteção Mora ao Lado, realizado em 31 de agosto, na sede do MPSC, em Florianópolis.

A iniciativa foi desenvolvida pela Ouvidoria do MPSC, com atuação da Ouvidoria das Mulheres, apoio do Núcleo de Enfrentamento às Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT) e parceria com o SECOVI/SC.

Agora, a aproximação com as unidades regionais marca uma nova fase do projeto: transformar a parceria institucional em uma rede de alcance estadual, capaz de levar materiais e orientações diretamente aos condomínios.

Informação como ferramenta de proteção

O projeto parte de uma constatação: condomínios não são apenas locais de moradia. São espaços de convivência nos quais moradores, síndicos e colaboradores podem perceber situações que, muitas vezes, permanecem restritas ao ambiente doméstico.

Por isso, o Proteção Mora ao Lado disponibilizará materiais informativos destinados a auxiliar a comunidade condominial a reconhecer situações de violência, conhecer os canais adequados de atendimento e entender quais medidas podem ser adotadas diante desses casos.

A iniciativa reforça que o enfrentamento à violência contra as mulheres é responsabilidade da rede especializada de proteção, mas que informação e orientação podem ajudar a romper o silêncio e facilitar o acesso das vítimas aos serviços públicos e aos mecanismos de proteção.

Expansão pretende criar uma rede em todo o Estado

Com as reuniões realizadas em Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau, a Ouvidoria do MPSC busca abrir caminho para novas adesões e ampliar a presença do projeto em diferentes regiões catarinenses.

A expectativa é que a parceria com o setor condominial permita aumentar a capilaridade da iniciativa e fazer com que a mensagem de prevenção e proteção alcance cada vez mais pessoas.

A proposta é simples, mas estratégica: fazer com que a informação sobre violência contra as mulheres esteja mais perto de quem pode precisar dela — inclusive dentro do próprio condomínio.

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