
A Prefeitura de Florianópolis definiu que o primeiro Hospital Veterinário Municipal da Capital levará o nome do cão comunitário Orelha, vítima de maus-tratos em um caso que comoveu a cidade e gerou ampla mobilização social.
O anúncio foi feito pelo prefeito Topázio Neto nesta terça-feira (27), durante visita à sede da Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea), no bairro Itacorubi, acompanhado da ativista dos direitos dos animais Luisa Mell e da vereadora Pri Fernandes.
A homenagem, segundo o prefeito, vai além do simbolismo. Representa um posicionamento institucional contra a violência animal e a consolidação de uma política pública voltada à proteção, atendimento e dignidade dos animais mais vulneráveis.
“Dar ao hospital o nome do cão Orelha é transformar a dor em um marco de cuidado, respeito e proteção aos animais. Esse será um espaço que nasce para garantir atendimento digno a quem mais precisa e fortalecer uma política pública permanente de bem-estar animal na Capital”, destacou Topázio Neto.
Hospital terá atendimento gratuito e foco em populações vulneráveis
Na visita, Luisa Mell foi convidada para participar da inauguração do espaço, que deve acontecer nos próximos meses.
O Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha contará com atendimento gratuito, em anexo à sede da Dibea, no Itacorubi. Terão direito a atendimento famílias inscritas no CadÚnico, protetores cadastrados pelo município, animais comunitários, pets de pessoas em situação de rua e animais adotados na Dibea.
A unidade contará com clínica geral, atendimentos de urgência e emergência, cirurgias, castrações, exames laboratoriais e de imagem, além de tratamentos especializados. Um dos principais avanços anunciados é o plantão 24 horas para animais sob responsabilidade da Dibea, incluindo casos de internação e atropelamentos.
A expectativa é reduzir a sobrecarga de atendimentos emergenciais e ampliar a resposta rápida em situações de risco.
Combate aos maus-tratos e incentivo à adoção responsável
A Diretoria de Bem-Estar Animal tem intensificado as ações de combate aos maus-tratos, atuando de forma integrada com a Delegacia de Proteção Animal da Capital. Somente no último ano, mais de 270 animais resgatados de abandono, violência ou negligência foram reabilitados e encaminhados para adoção responsável.
Os animais acolhidos passam por cuidados veterinários, acompanhamento e socialização antes de ganharem uma nova chance de recomeço.
Denúncias seguem sendo fundamentais
A Prefeitura reforça que denúncias de maus-tratos devem ser registradas por meio de boletim de ocorrência, disponível no site da Delegacia Virtual de Santa Catarina.













