GT DO SENADO SE REÚNE COM PF E STF PARA ACOMPANHAR INVESTIGAÇÕES SOBRE O BANCO MASTER

O senador Esperidião Amin integra o Grupo de Trabalho do Senado e afirma que o papel dos parlamentares é evitar o encobrimento de delitos e malfeitos nas investigações sobre o Banco Master. (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O Grupo de Trabalho (GT) criado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para acompanhar as investigações sobre o Banco Master tem uma agenda decisiva nesta quarta-feira (11). Às 17h, os integrantes se reúnem com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e, às 18h30, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

O GT conta com a participação do senador catarinense Esperidião Amin, que tem defendido uma atuação firme do Parlamento para garantir transparência e evitar qualquer tentativa de encobrimento de irregularidades no caso.

Requerimentos aprovados e convites a dirigentes do banco

As agendas foram confirmadas durante reunião do GT realizada nesta terça-feira (10), quando também foram aprovados 19 requerimentos. Os pedidos envolvem convites para autoridades, solicitações de informações e a realização de audiências públicas.

Entre os nomes convidados a prestar esclarecimentos estão Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, e Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira, apontados como figuras centrais nas apurações.

“Não podemos concordar com o encobrimento de delitos”, diz Amin

Durante a reunião, o senador Esperidião Amin fez duras críticas ao que classificou como tentativas de minimizar práticas criminosas sob o argumento de códigos de conduta.

Segundo ele, o foco deve ser o cumprimento da legislação penal.

“Código de conduta, pra mim, é pouco. Basta cumprir o código penal. Advocacia administrativa é crime, não precisa fazer código de ética. Se quiser fazer, tudo bem, mas tem que ter penalidade”, afirmou.

Amin alertou ainda para o risco de que crimes sejam encobertos, o que, segundo ele, comprometeria a credibilidade do Judiciário e das instituições brasileiras. Para o senador, as investigações devem ficar a cargo da Polícia Federal, mas o papel dos parlamentares é fiscalizar e acompanhar para que nada seja abafado.

O senador classificou o caso do Banco Master como potencialmente o maior escândalo financeiro do país, tanto em valores envolvidos quanto na quantidade de pessoas e instituições que podem ser atingidas.

Ele também relacionou o episódio a outras investigações em curso, como as que envolvem irregularidades no INSS, que classificou como um “deboche cruel”, por atingir diretamente a população mais vulnerável.

Acompanhamento nacional dos inquéritos

Amin destacou que a Polícia Federal já abriu inquéritos em diversas unidades da federação e defendeu que o GT acompanhe esses procedimentos de forma sistemática.

O objetivo, segundo ele, é garantir atualização constante sobre os desdobramentos e possíveis ramificações das investigações relacionadas ao Banco Master, fortalecendo o papel fiscalizador do Senado.

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