
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, nesta sexta-feira (11), a derrubada dos sigilos de todas as investigações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que estejam influenciando o debate político e eleitoral.
A declaração foi feita durante um ato de campanha em Manaus, no mesmo dia em que veio a público a informação de que Flávio é investigado, desde julho, no inquérito que apura o caso Banco Master. A investigação envolve suspeitas relacionadas ao repasse milionário feito pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito do caso, para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio diz estar tranquilo e pede transparência
Segundo reportagem do jornal Diário do Poder, Flávio afirmou estar tranquilo diante da decisão que determinou a quebra parcial do sigilo do inquérito que o envolve. A medida foi determinada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e parcialmente acatada pelo relator do caso, ministro André Mendonça.
O senador aproveitou para cobrar do ministro uma abertura mais ampla dos sigilos em outras investigações que estão sob sua relatoria no Supremo, incluindo o caso envolvendo suspeitas de fraude bilionária contra aposentados e pensionistas do INSS.
Flávio também citou investigações e suspeitas envolvendo integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Eu peço ao ministro André Mendonça: abra o sigilo, o sigilo de tudo, mostra tudo pro povo, merece saber e diferenciar quem tá certo, que é o meu caso, de quem tá errado, que é o caso do governo”, apelou Flávio. “É pra isso, é para o Banco Master, é pra investigação do INSS, é em cima do Lulinha, é em cima dos ministros do Lula”, completou.
Investigação envolve financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro é alvo de investigação por suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, relacionados ao financiamento realizado por Vorcaro para a produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro.
O senador, porém, voltou a sustentar que o patrocínio ao filme representa uma relação de natureza privada e negou qualquer irregularidade.
Ao defender a retirada dos sigilos, Flávio elogiou a atuação de André Mendonça, ministro indicado ao STF por seu pai, afirmando que o magistrado estaria cumprindo seu papel ao garantir maior transparência ao processo.
“Não tem nada de errado”, afirma senador
Segundo Flávio, a abertura dos documentos serviria para confirmar sua versão sobre o caso e permitiria ao público conhecer os fatos.
“[A queda do sigilo vai] só confirmar o que eu sempre falei, que não tem justamente nada de errado com relação ao filme, diferente de relações de muita gente do atual governo que tentaram de alguma forma beneficiar o Banco Master”, disse Flávio.
O senador também reforçou que não teria recebido recursos do financiamento destinado à produção cinematográfica.
“No filme do Bolsonaro não tem um real, não tem nada pra Flávio, tem patrocínio pra um filme privado. Então quanto mais transparência tiver eu vou achar muito melhor essa transparência”, assegurou.
Disputa eleitoral eleva pressão por transparência
A declaração ocorre em meio ao acirramento do cenário político para as Eleições 2026, colocando novamente o STF, o Banco Master, as investigações envolvendo o INSS e as relações entre empresários e agentes públicos no centro do debate eleitoral.
Ao defender que os sigilos sejam derrubados de forma ampla, Flávio Bolsonaro tenta transformar a transparência das investigações em uma das bandeiras de sua campanha e, ao mesmo tempo, contrapõe as suspeitas que atingem seu entorno às investigações envolvendo integrantes do atual governo.
(Fonte: Jornal Diário do Poder)













