ESPAÇO ACOLHER FLORIPA COMPLETA UM ANO E JÁ REALIZOU MAIS DE 3 MIL ATENDIMENTOS A VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

Centro pioneiro no Brasil integra Saúde e Segurança Pública em um único local e evita revitimização de mulheres, crianças, adolescentes e pessoas trans. (foto: Andy Puerari/PMF)

Há um ano, Florianópolis inaugurava um serviço inédito no país: o Espaço Acolher Floripa, instalado no MultiHospital. Primeiro centro do Brasil a reunir em um mesmo ambiente atendimento integral em saúde, apoio psicossocial e serviços da Segurança Pública, o local funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, oferecendo resposta imediata e proteção a vítimas de violência.

Mais de 900 pessoas acolhidas em 12 meses

Desde a inauguração, em 29 de agosto de 2024, o Espaço já contabiliza cerca de 3.100 atendimentos a 925 pessoas.

Entre os casos registrados:

51,9% foram de violência sexual

44% de violência física

9,7% de violência psicológica

O centro conta com uma estrutura completa que oferece consultas de enfermagem, acolhimento psicossocial, procedimentos de saúde, coleta de exames, profilaxia para ISTs, além da presença da Polícia Civil e da Polícia Científica, que registram e investigam as ocorrências no próprio local.

Modelo pioneiro evita revitimização

Ao integrar diferentes áreas em um único espaço, o Acolher Floripa representa um avanço histórico no enfrentamento à violência. O modelo evita que vítimas precisem repetir relatos dolorosos em múltiplas instituições e fortalece a rede de proteção em parceria com:

atenção primária em saúde

hospitais de referência

assistência social e educação

Conselhos Tutelar e Municipal dos Direitos da Mulher

Ministério Público e Tribunal de Justiça

Polícia Militar e Guarda Municipal

organizações da sociedade civil

“Um marco na história da cidade”

Para o médico e secretário municipal de Saúde, Almir Gentil, o serviço simboliza uma nova era no acolhimento:

“O Acolher representa uma mudança histórica na forma de atender pessoas em situação de violência. Um local como esse faz com que as vítimas desses abusos saibam que tem com quem contar e se encorajem a procurar proteção e acolhimento para seus casos”, afirma o secretário.

 

 

 

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