CIÊNCIA QUE PROTEGE O MAR: IMA CELEBRA 50 ANOS DE MONITORAMENTO DA BALNEABILIDADE EM SANTA CATARINA

Placas instaladas nas praias indicam se a água está própria ou imprópria para banho e trazem QR Codes que direcionam banhistas para informações atualizadas sobre a qualidade do mar. (Foto: Jonatã Rocha Secom/GOVSC)

Garantir informações confiáveis sobre a qualidade das águas de um dos litorais mais procurados do Brasil exige mais do que ações pontuais de verão. Exige continuidade, rigor científico e compromisso permanente com a saúde pública e o meio ambiente.

É com esse propósito que o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) celebra 50 anos de atuação do seu laboratório e do Programa de Monitoramento da Balneabilidade, uma das iniciativas públicas de diagnóstico ambiental mais duradouras e respeitadas do país.

Como parte das comemorações, o Instituto lançou um novo vídeo institucional que apresenta, de forma didática e acessível, os bastidores do trabalho técnico realizado desde 1976, mostrando como a ciência é aplicada diariamente para garantir segurança a moradores e turistas.

Monitoramento contínuo coloca Santa Catarina em destaque nacional

O monitoramento ininterrupto ao longo de cinco décadas colocou Santa Catarina em posição de referência no país quando o assunto é análise da qualidade da água do mar.

Graças a esse acompanhamento técnico permanente, o estado consegue manter um diagnóstico preciso do litoral. Historicamente, mais de 70% das praias catarinenses permanecem próprias para banho, índice que frequentemente supera a média brasileira e pode alcançar até 90% em áreas turísticas de grande movimento, desconsiderando pontos historicamente impróprios.

Esse trabalho gera impactos diretos para toda a sociedade. Além de prevenir riscos à saúde associados ao contato com água contaminada, a divulgação transparente dos resultados fortalece a confiança de visitantes e impulsiona o turismo, uma das principais atividades econômicas do litoral catarinense.

Outro resultado importante é a formação de um banco de dados ambiental com mais de meio século de informações, utilizado como base para políticas públicas, planejamento urbano e melhorias em sistemas de saneamento.

Do mar ao laboratório: o rigor científico por trás do diagnóstico

O novo vídeo institucional também apresenta o caminho percorrido pelas amostras de água, desde a coleta no mar até a análise em laboratório.

De acordo com o diretor de Controle, Passivos e Qualidade Ambiental do IMA, Diego Hemkemeier Silva, o objetivo é aproximar a população do trabalho técnico realizado pelo Instituto.

Segundo ele, o material mostra de forma clara todo o processo de monitoramento, explicando desde a coleta das amostras nas praias até as análises laboratoriais que determinam se um ponto está próprio ou impróprio para banho.

O monitoramento ocorre em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), que auxilia na coleta das amostras em 260 pontos ao longo da costa catarinense.

Outro diferencial do programa é o rigor estatístico adotado para definir a classificação da água. A avaliação não se baseia em uma única coleta, mas considera o histórico das cinco análises mais recentes, conforme as normas estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), garantindo maior segurança e precisão nos resultados.

Informação acessível nas praias e no celular

A transparência com a população é uma das marcas do programa. Nas praias monitoradas, os banhistas encontram placas que indicam a condição da água, atualizadas regularmente.

Além disso, os avisos trazem QR Codes que direcionam para o site oficial do programa de balneabilidade e para o aplicativo CBMSC Cidadão, permitindo que qualquer pessoa acompanhe as condições da água em tempo real diretamente pelo celular.

Esse acesso rápido à informação permite que moradores e turistas tomem decisões mais seguras antes de entrar no mar.

Qualidade da água começa em terra firme

Durante as comemorações dos 50 anos do laboratório, o IMA também reforça uma mensagem importante: preservar a qualidade do mar depende das atitudes adotadas em terra.

A campanha “Cuidar do mar começa pelo lar” lembra que a melhoria permanente da balneabilidade passa por fatores como o tratamento adequado do esgoto, a gestão correta de resíduos e o cuidado coletivo com os recursos naturais.

Para o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, o aniversário de meio século do laboratório reforça o compromisso do Estado em transformar conhecimento científico em informação acessível.

Segundo ele, o monitoramento da balneabilidade é essencial para proteger o litoral catarinense e garantir que moradores e visitantes possam aproveitar as praias com mais segurança, informação e consciência ambiental.

 

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