ALESC: FINANÇAS APROVA ISENÇÃO DE ICMS PARA REMÉDIO DESTINADO AO TRATAMENTO DA DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE

Deputados analisam projetos de alto impacto social e fiscal durante reunião da Comissão de Finanças da Alesc em Curitibanos. (Foto: Rodrigo Corrêa / Agência Alesc)

No segundo dia de sessões e reuniões do Programa Alesc Itinerante, a Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, nesta quarta-feira (25), em Curitibanos, uma série de projetos que devem repercutir diretamente na vida dos catarinenses.

Entre os destaques está a isenção de ICMS para um dos medicamentos mais caros e inovadores do mundo, além de propostas que endurecem regras em presídios e geram debate sobre a participação de crianças em eventos LGBTQIAPN+.

Isenção para tratamento de doença rara

O colegiado deu parecer favorável ao Projeto de Lei 422/2024, que prevê a isenção de ICMS sobre o medicamento Elevidys, utilizado no tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD).

A doença genética provoca degeneração muscular progressiva, afetando a mobilidade e funções vitais como respiração e atividade cardíaca. Atualmente, o Elevidys é considerado uma das terapias mais avançadas no combate à condição.

A proposta segue o entendimento do relator, deputado Camilo Martins, com base em convênio nacional e no impacto social da medida.

“Do ponto de vista da política pública tributária, a proposta está alinhada com princípios da justiça fiscal e equidade, na medida em que direciona benefícios fiscais a um grupo social vulnerável. Trata-se, portanto, de uma renúncia fiscal qualificada, com propósito social legítimo”, disse.

O projeto segue agora para análise da Comissão de Saúde e tramita em conjunto com proposta semelhante do governo estadual.

Polêmica sobre crianças em eventos LGBTQIAPN+

Outro tema que gerou debate foi a aprovação do PL 103/2024, que propõe proibir a participação de crianças e adolescentes em desfiles ligados à Parada do Orgulho LGBTQIAPN+.

O texto estabelece multa de R$ 10 mil por hora de exposição e responsabiliza organizadores, patrocinadores e responsáveis legais.

O relator, deputado Sargento Lima, destacou a viabilidade da proposta do ponto de vista financeiro e orçamentário, mantendo ajustes feitos anteriormente pela CCJ.

A deputada Luciane Carminatti apresentou voto contrário e defendeu a ampliação do debate com órgãos públicos e conselhos estaduais.

Antes de ir ao plenário, o projeto ainda será analisado por comissões temáticas ligadas a direitos humanos, família e infância.

Multa por drogas passa a valer também em presídios

A comissão também aprovou proposta que amplia a aplicação de multas por porte e uso de entorpecentes para dentro de estabelecimentos prisionais.

O projeto prevê que a penalidade seja descontada diretamente do pecúlio dos detentos e, caso não haja saldo suficiente, a cobrança será feita como dívida pública.

O relator, deputado Marcos da Rosa, afirmou:

a iniciativa apenas visa explicitar penalidade administrativa já prevista na legislação vigente, não acarretando impacto financeiro ou orçamentário ao Estado.

Cartórios terão nova nomenclatura 

Outro projeto aprovado altera o nome das chamadas “Escrivanias de Paz”, que passarão a ser denominadas “Tabelionato de Notas e Ofício de Registro Civil de Pessoas Naturais”.

A medida busca padronizar a terminologia conforme a legislação federal e diretrizes do sistema nacional de justiça.

Capacitação para atendimento a idosos e pessoas com deficiência 

Também avançou proposta que obriga atendentes de órgãos públicos a realizarem cursos sobre direitos de idosos e pessoas com deficiência.

O relator, deputado Antídio Lunelli, destacou:

“caberá aos conselhos a indicação e homologação dos cursos para que as empresas de prestação de serviços públicos estaduais possam atender os objetivos da norma”.

Atendimento emergencial com aplicativos

Na condição de relator, o deputado Lunelli também encaminhou a aprovação do PL 117/2025, de autoria do deputado Matheus Cadorin (Novo), que cria o programa de modernização no atendimento emergencial da Secretaria de Segurança Pública do Estado, incentivando o uso de aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp.

Em seu voto, Lunelli argumentou pelo interesse público da matéria, afirmando ainda que ela trata somente da criação de programa, não acarretando a criação de despesas públicas.

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Trabalho; de Segurança Pública; e de Defesa Civil e Desastres Naturais.

Pressão de professores sobre previdência

Ainda durante a reunião da Comissão de Finanças, o professor Robson Cristiano, representando as regionais de educação de Campos Novos, Lages, Curitibanos, Caçador, Joaçaba, entre outras, pediu aos deputados que retomem a tramitação dos projetos que isentam pensionistas e aposentados do funcionalismo público estadual que recebem até 2,5 salários mínimos da cobrança previdenciária de 14%.

Os textos em questão são os PLCs 4/2023, de autoria do deputado Fabiano da Luz (PT), e 37/2023, de iniciativa popular.

“Esses projetos já estão há um bom tempo na Casa e o que viemos pedir é que eles andem. Pedir para a base do governo, para o líder do governo e também para os demais deputados um pouco mais de dedicação, um pouco mais de amor para com as pessoas que vieram aqui e que estão representando essa região à qual o estado deve muito.”

Atualmente, os dois projetos encontram-se em análise na CCJ, onde foi requerida a tramitação conjunta dos textos, de teor semelhante.

Em caso de aprovação, o processo será enviado para votação nas comissões de Finanças e de Trabalho.

Alesc explica

Qual foi o principal projeto aprovado?

A isenção de ICMS para o medicamento Elevidys, usado no tratamento da DMD.

Quais outros temas foram analisados?

Projetos sobre segurança, direitos sociais, atendimento público e administração.

O que acontece com o projeto aprovado?

Segue para análise da Comissão de Saúde

 

 

 

 

 

 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário
Por favor, informe seu nome