
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convocou para as 16h desta terça-feira uma reunião com os demais integrantes da Corte para tratar do relatório da Polícia Federal (PF) relacionado às investigações do Banco Master. O documento faz menção ao ministro Dias Toffoli.
O encontro ocorrerá na sala da presidência do STF e tem como objetivo dar ciência aos ministros sobre o conteúdo do material entregue pela PF, bem como sobre a defesa apresentada por Toffoli.
O que diz o relatório da Polícia Federal
Na segunda-feira (9), a Polícia Federal informou a Fachin que identificou uma referência ao nome de Dias Toffoli em uma mensagem encontrada no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O aparelho foi apreendido durante operação de busca e apreensão no âmbito das investigações.
O teor da menção está sob segredo de Justiça, e não foram divulgados detalhes sobre o contexto da mensagem.
Medidas adotadas por Fachin
Após ser comunicado da citação ao nome de Toffoli, Fachin determinou a abertura de um procedimento interno no Supremo e notificou o ministro para que apresentasse esclarecimentos formais.
Agora, caberá ao presidente do STF decidir se Toffoli continuará como relator da investigação envolvendo o Banco Master.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi oficialmente notificado sobre o relatório da PF.
Questionamentos sobre a relatoria
No mês passado, Dias Toffoli passou a ser alvo de críticas por permanecer na relatoria do caso após reportagens apontarem que a Polícia Federal teria identificado irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master.
Segundo as matérias, o fundo adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento que pertencia a familiares do ministro.
Nota de Toffoli
Mais cedo, Toffoli divulgou nota à imprensa confirmando que é um dos sócios do resort Tayayá. O ministro afirmou ainda que não recebeu qualquer valor do banqueiro Daniel Vorcaro.
(Fonte: Agência Brasil)













