
Os dados apresentados pelo Governo de Santa Catarina sobre a segurança pública em 2025 não deixam margem para dúvidas: o Estado vive um de seus melhores momentos históricos no combate à criminalidade. Em um cenário nacional marcado por desafios complexos, Santa Catarina conseguiu fazer o básico bem feito e avançar além.
O mais simbólico desses resultados está na queda expressiva dos homicídios. Mesmo com um crescimento populacional de mais de 2,3 milhões de habitantes desde 2008, a taxa caiu para 5,2 por 100 mil habitantes, menos da metade do índice registrado há 18 anos. Não se trata apenas de estatística, mas de vidas preservadas, famílias poupadas da violência e comunidades mais seguras.
A redução das mortes violentas, que atingiram o menor patamar da série histórica, confirma que a política de segurança adotada pelo Estado está no caminho certo. Os números revelam consistência, continuidade e planejamento, três elementos raros quando o tema é segurança pública no Brasil.
O governador Jorginho Mello sintetizou essa postura ao afirmar que “não tem facilidade para bandido em Santa Catarina”. A frase, direta e sem rodeios, traduz uma política baseada na integração das forças policiais, no investimento em tecnologia, no fortalecimento do efetivo e na valorização dos profissionais da segurança. Mais do que discurso, os resultados mostram que a fala se sustenta na prática.
Os crimes patrimoniais, que afetam diretamente a sensação de segurança da população, também recuaram de forma significativa. Roubos, furtos e crimes contra veículos atingiram os melhores índices históricos, enquanto ataques a instituições financeiras despencaram, refletindo ações de inteligência e prevenção mais eficientes.
Outro ponto que merece destaque é o enfrentamento à violência contra a mulher. Embora o feminicídio ainda represente um desafio sensível, o Estado avançou ao reduzir crimes no contexto doméstico, ampliar a rede de proteção e garantir a identificação de 100% dos autores. Programas como o Catarina por Elas e a Rede Catarina mostram que política pública eficaz exige presença contínua, não apenas respostas emergenciais.
A atuação integrada das forças de segurança se reflete também na eficiência investigativa. O aumento expressivo das operações policiais, a alta taxa de resolução de mortes violentas e o fortalecimento da Polícia Científica demonstram que prevenção e repressão caminham juntas quando há planejamento e investimento.
Santa Catarina encerra 2025 com um recado claro: segurança pública se constrói com dados, gestão, integração e decisão política. Os números não são ponto final, mas indicam que o Estado encontrou um modelo que funciona. O desafio agora é manter o ritmo, aprimorar as estratégias e garantir que esses resultados se consolidem como política de Estado e não apenas de governo.











