
Mais de mil escolas da rede estadual de ensino de Santa Catarina passarão a ser abastecidas por energia limpa. A medida é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Educação e a Celesc, oficializada ontem durante o lançamento do programa Educação Levada a Sério, em Florianópolis.
A iniciativa prevê o uso da energia gerada por sete usinas fotovoltaicas da Celesc Geração, o que permitirá uma redução estimada de 10% nas despesas anuais de energia elétrica da Secretari8a da Educação. Em números práticos, isso representa uma economia de R$ 2,3 milhões em dois anos — valores que poderão ser direcionados a melhorias na rede de ensino.
O evento de assinatura contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, do presidente da Celesc, Tarcísio Estefano Rosa, da secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, do diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da Celesc, Elói Hoffelder, e outras autoridades.
Investimento no futuro e cuidado com o presente
Durante o evento, o governador Jorginho Mello destacou o caráter estratégico da ação:
“Quando a gente fala de educação, fala do futuro de Santa Catarina. Essa parceria entre o Governo, a Celesc e a Secretaria de Educação é mais do que uma economia de recursos: é um investimento direto nos nossos alunos e professores. Ao usar energia limpa para abastecer mais de mil escolas, cuidamos do meio ambiente, gastamos menos e podemos aplicar mais naquilo que realmente importa — garantir oportunidades e qualidade de ensino para cada criança e jovem catarinense. É assim que construímos um Estado mais justo, moderno e preparado para o amanhã, destacou o governador Jorginho Mello.
Celesc aposta em inovação e eficiência
O presidente da Celesc, Tarcísio Estefano Rosa, celebrou a cooperação entre a empresa e o Governo do Estado:
“Essa parceria é exemplo do que queremos para o futuro de Santa Catarina: projetos que reúnem sustentabilidade, inovação e responsabilidade com os recursos públicos. É um orgulho ver a Celesc contribuindo para a eficiência da gestão estadual e para a educação catarinense”, destacou o presidente da Celesc.
Para a secretária Estadual da Educação, Luciane Ceretta, o projeto é um marco para a educação do Estado. “Estamos falando de uma medida que impacta diretamente a sustentabilidade e a eficiência da gestão pública. Nosso compromisso é garantir que cada real economizado seja reinvestido na melhoria da educação. Essa parceria é mais uma entrega do Governo do Estado que vai ao encontro das necessidades da comunidade escolar”, afirmou a secretária.
Segundo o diretor de Geração, Transmissão e Novos Negócios da companhia, Elói Hoffelder, os benefícios são múltiplos:
“O projeto traz benefícios concretos para ambas as instituições. A Secretaria de Educação economiza recursos, amplia sua previsibilidade de custos e usufrui de energia limpa e sustentável, enquanto a Celesc reforça seu compromisso com soluções energéticas modernas e eficientes”, explicou o diretor.
O PROJETO
A iniciativa foi viabilizada a partir do investimento de R$ 58 milhões da Celesc Geração na construção de sete Usinas Fotovoltaicas (UFVs) em diferentes regiões do Estado, totalizando 12 MW de potência instalada. As usinas são:
UFV Lages II (1,0 MW)
UFV São José do Cedro (2,5 MW)
UFV Videira I (1,0 MW)
UFV Modelo I (2,5 MW)
UFV Capivari de Baixo (3,0 MW)
UFV Modelo II (1,0 MW)
UFV Modelo III (1,0 MW)
O modelo adotado prevê que a Secretaria de Educação alugue as usinas da Celesc, recebendo os créditos da energia gerada para abater das contas de luz das escolas estaduais. O contrato tem validade inicial de dois anos, com possibilidade de renovação.
Além da economia financeira, o projeto contribui diretamente para a redução das emissões de gases do efeito estufa, reforçando o protagonismo de Santa Catarina na adoção de fontes limpas e renováveis. A ação também integra os compromissos firmados em novembro de 2024, quando o governador Jorginho Mello e a Celesc assinaram um Acordo de Cooperação Técnica voltado à troca de experiências na gestão da energia das unidades consumidoras do Estado.