ALESC: PRODUTORES RURAIS PEDEM SOLUÇÕES CONTRA CRISE E EXPANSÃO DAS REDES DE INTERNET E ENERGIA

Bancada parlamentar do Oeste reunida com representantes do governo de SC.

A crise na produção leiteira, expansão da rede de internet no meio rural e apoio às cooperativas de energia elétrica em Santa Catarina, foram debatidos hoje na Assembleia legislativa coordenados pela bancada de parlamentares que representam a região oeste com representantes do colegiado do governo estadual.

Sobre a ampliação dos  serviços de comunicação, foi tratada a possibilidade de que empresas provedoras possam utilizar os postes da Celesc para  agilizar o atendimento da atual demanda que atinge 1.048 domicílios.O secretário de Estado da Ciência e Inovação, Marcelo Fett, afirmou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determina que a Celesc receba pelo uso dos postes por parte da iniciativa privada, mas não estipula o valor, o que abriria a possibilidade de que possa ocorrer um barateamento do custo pelo uso das estruturas, por um período de tempo determinado.

O presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, declarou apoio à proposta. “Eu me comprometo a tratar com a Aneel uma possível flexibilidade para esta regulação, até porque a Celesc não está pretendendo ter nenhum lucro em cima disso.Outra sugestão, apresentada pelo secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, foi que as provedoras de internet utilizem a rede em uso pelo Ciasc, Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina.

CRISE NA PRODUÇÃO LEITEIRA

Outra questão levantada no encontro com os agentes do governo tratou da crise que os produtores de leite, como a crescente importação pelo governo federal  do produto, mais barato, de outros estados e países, principalmente do produto em pó. O deputado Marcos Vieira, coordenador da bancada do Oeste, disse que a previsão é de que 30% dos produtores do estado desistam do segmento caso nada seja feito, ressaltando ainda que a bancada vai pleitear que o governo do Estado equipare o índice tributário praticado ao setor com o do Paraná e do Rio Grande do Sul. Ele também sugeriu que pode ser buscada uma proibição de que o leite em pó importado seja reidratado para uso no estado.

O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Valdir Colatto, afirmou que entre as ações em estudo está o aumento da aquisição de leite in natura pelo governo do Estado, bem como a realização de campanhas publicitárias junto a consumidores e redes supermercadistas para estes deem preferência ao laticínio produzido no estado. Outra sugestão apresentada por ele foi que o Estado fique responsável por parte dos juros dos financiamentos firmados pelos produtores catarinenses.

O presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Dirceu Leite, afirmou que os técnicos da entidade também têm prestado consultoria aos pecuaristas no sentido de apresentar soluções visando baixar os custos de produção do leite, como a utilização de pasto para a alimentação do gado.

Como uma das alternativas contra a crise, o secretário Cleveson Siewert, apontou que vai, ainda amanhã,  submeter ao governador propostas de estímulo ao setor, como zerar a cobrança de ICMS sobre o leite. “Amanhã teremos uma reunião com o governador e vamos discutir a situação e o que pode ser feito. Temos um estudo pronto, um pacote de alento aos produtores.”

COOPERATIVAS DE ENERGIA ELÉTRICA

Em relação às cooperativas de energia, representantes da Federação Cooperativas de Energia do Estado solicitaram apoio das lideranças políticas para a aprovação do Projeto de Lei, de autoria do deputado José Milton Scheffer (PP), concede ao setor o mesmo benefício fiscal de crédito presumido garantido à Celesc, sendo  de até 20% do ICMS anual a recolher destinados à construção e melhoria de redes trifásicas, incluídas obras voltadas a programas sociais relacionados à universalização de disponibilização de energia; e até 50% do imposto anual a recolher aplicados na construção de subestações e linhas de transmissão.

Cleverson Siewert ponderou que  o Estado não pode ir além do percentual de benefício permitido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Neste caso, o benefício a ser concedido pelo governo poderia chegar ao índice de 20%. “Existe um estudo sendo feito na Secretaria da Fazenda, que conta com a simpatia do governador Jorginho Mello, e com a aprovação já do Confaz para essa matéria, de tal sorte que a gente possa alinhar expectativas e conduzir o estudo da melhor forma possível e chegar a bom termo em curto espaço de tempo,15 ou 20 dias.

O secretário de Estado da Casa Civil, Estêner Soratto, a posição é de  agregar as ações projetadas pelo governo ao projeto do deputado José Milton  Scheffer e também a uma lei que trata de benefícios fiscais elaborada pela Assembleia Legislativa ainda no ano de 2022. “Acredito que nesta reunião nós conseguimos juntar as três opções e conseguir fazer com que esses projetos se somem e tragam o melhor benefício possível para o cidadão catarinense.”

O deputado José Milton Scheffer, que coordena a Frente de Apoio ao Cooperativismo na Assembleia Legislativa, lembrou que, atualmente, são 22 cooperativas, que atendem 82 cidades, e que são estratégicas para o desenvolvimento da região, mas que até então nunca tiveram uma parceria do governo do Estado como tem atualmente a Celesc. Acho que a Assembleia cumpre o papel de dialogar, de provocar o debate, e eu fico feliz como autor do projeto de ver que ele foi adotado pelo próprio governo.”

O coordenador da Bancada do Oeste, deputado Marcos Vieira (PSDB), afirmou que em 15 dias o colegiado deve apresentar um esboço de projeto de lei englobando todas as sugestões apresentadas na reunião. “Estamos elaborando um projeto de lei e a intenção é submetê-lo à votação na Assembleia Legislativa até o final do ano, para que em janeiro de 2024 já possamos implantar a internet rural em Santa Catarina. E nós, da Bancada do Oeste, apelamos ao governo para que este projeto seja visto como de interesse social.”

 

 

 

 

 

 

 

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