ALERTAS DE EMERGÊNCIA E EPIDEMIA: MAIS DE 10 MIL CASOS E DEZ MORTES PELA DENGUE EM SC

Com cidades em situação de emergência, sob epidemia, com registros de óbitos e mais de dez mil casos confirmados, a dengue avança em Santa Catarina e  o governo do Estado Santa Catarina está disponibilizando recursos da ordem de R$ 10 milhões e  equipes médicas especializadas para que os municípios possam combater a doença. Dez mortes foram registradas registradas em seis cidades: Palhoça e Joinville (03) e Araquari, Balneário Camboriú, Coronel Freitas e Florianópolis, um óbitos em cada cidade. Em todo o Estado são computados 10.637 casos, sendo 8.307 contraídos internamente. Cinco municípios estão em epidemia de dengue: Joinville, Palhoça, Quilombo, Saudades e União do Oeste. A caracterização de epidemia ocorre pela relação entre o número de casos confirmados e de habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

Dos R$ 10 milhões anunciados pelo Governo do Estado para ajudar no combate à dengue, R$ 6 milhões já foram solicitados por municípios que decretaram situação de emergência. Até o momento, Joinville, Florianópolis, Coronel Freitas, Saudades, Palhoça e São José pediram à Secretaria da Saúde o apoio financeiro.

“Esse valor vai ser repassado para esses municípios conforme as regras estabelecidas em portaria. O montante é destinado para assistência dos casos de dengue, com ampliação do horário de atendimento dos postos de saúde, além da ampliação das equipes de saúde nos serviços de emergência”, explica Fábio Gaudenzi, médico infectologista e Superintendente de Vigilância em Saúde de SC.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) acompanha as ações  com equipes técnicas lotadas no nível central e nas 17 Gerências Regionais de Saúde. Além disso, a região da Grande Florianópolis conta com o Centro de Operações de Emergências de Arboviroses.

“As ações são executadas em âmbito municipal, pelas equipes das secretarias municipais de saúde, com apoio técnico e complementar da Secretaria de Estado da Saúde. Existe uma rotina de visita às equipes municipais, para monitoramento das atividades realizadas pelas equipes municipais, assim como, recomendações e apoio técnico diante das situações identificadas”, explica Gaudenzi.

 

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