“PALHOÇA DRUM FEST” – 128 ANOS: SHOW DE BATERISTAS REUNIU FAMILIAS DE TODAS AS IDADES

O prefeito |de Palhoça, Eduardo Freccia, também, na bateria, animou a festa no bairro Pedra Branca

A segunda edição do Palhoça Drum Fest reuniu uma centena de bateristas e um ótimo público na Praça do Espelho D’Água, na Pedra Branca no dia de ontem e o  evento integrou as comemorações pelos 128 anos de emancipação política do município.

A programação do Palhoça Drum Fest iniciou no sábado, com um workshop de bateria ministrado por Vera Figueiredo, uma das bateristas mais respeitadas do país, muito conhecida por fazer parte da banda do programa Altas Horas, da Rede Globo. Vera já se apresentou e já deu aulas e workshops em vários países na Europa, na Austrália e nas Américas. Ela também já acompanhou artistas como Diana King, Zélia Duncan, Nana Caymmi, Daniela Mercury, Milton Nascimento, Rita Lee, Leila Pinheiro e Margareth. Fascinada pelo Brasil e pela música brasileira, fundou, em 1990, o Instituto de Bateria Vera Figueiredo, que se tornou um importante centro de estudos da música da bateria e da percussão brasileira, em São Paulo.

Foi a primeira vez que a baterista ministrou um workshop em Palhoça. O encontro foi realizado no Edifício Atrium, junto à Praça do Espelho D’Água, na Pedra Branca. Os 55 inscritos levaram alimentos, que serão doados para instituições que auxiliam pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

O workshop foi bastante dinâmico, com muita interação com os participantes. Vera se emocionou ao falar dos pais (sua mãe tem 102 anos) e falou do apoio que a família deu para a caminhada dela no mundo da música. Ela começou a ter aulas aos 8 anos de idade, mas revelou que desde os 2 já batucava pela casa, em baldes e panelas.

SHOW DE “ARREPIAR”

Além de falar sobre a carreira e responder a várias perguntas dos participantes, a baterista mostrou composições próprias e passou várias dicas preciosas, absorvidas com atenção pelos fãs. Muito elogiada por todos, Vera Figueiredo deu autógrafos, posou para fotos e também distribuiu vários brindes, como baquetas e pôsteres. “Fiquei toda arrepiada, dá um negócio, é muito bom de ouvir, não consigo parar de bater meu pezinho”, contou dona Nádia Mafra, que começou a tocar bateria quando se aposentou, aos 53 anos, em 2013, e não parou mais. “Onde tem orquestra, a gente vai”, relatou.

“Foi incrível a participação das pessoas. Eu pude apresentar meu trabalho, minhas composições e conversar com as pessoas. Uma das coisas mais importantes de um workshop é essa troca, eles perguntam, eu respondo, todo mundo muito interessado. Era para ser uma hora e meia e foi quase quatro horas de workshop, foi sensacional, adorei”, declarou a baterista Vera Figueiredo após o workshop.

Na tarde de ontem, Vera assumiu uma das quatro baterias montadas no palco do Palhoça Drum Fest, onde músicos das bandas Panela Rock e Fusel e convidados comandaram o espetáculo, diante de uma centena de bateristas, espalhados pela Praça do Espelho D’Água. “Tivemos a presença mais do que especial da baterista Vera Figueiredo, que fez o workshop e esteve presente com a gente durante a apresentação. Fico arrepiado sempre que falo dela, porque é um dos meus maiores ídolos. É como uma criança que gosta de futebol poder jogar com o Neymar”, elogia o guarda municipal Tony Wagner, que é baterista e um dos organizadores do evento.

Tony assumiu uma das quatro baterias do palco e comandou a festa com os mais de cem bateristas que participaram do evento. Eles interpretaram, em conjunto, um setlist pré-definido com clássicos nacionais e internacionais de artistas consagrados, como U2, Queen, Led Zeppelin e Cazuza.

A tradicional banda de rock palhocense Combat fez uma participação especial durante o evento, interpretando a música autoral “As Margens da Cidade”.

FESTA DE TODAS S GERAÇÕES

A festa foi acompanhada por um ótimo público, espalhado pelo Passeio Pedra Branca. Muitas famílias, com várias gerações, estiveram presentes, tanto na plateia quanto nas baterias, que contou com músicos profissionais e amadores de diferentes gerações, desde a vitalidade das crianças até a experiência da melhor idade. “Este megaevento, que para muitos pode ser uma loucura, é uma vibração, uma energia muito bacana, um incentivo. Pelo que eu filmei no geral, vi a participação de pessoas de todas as idades, crianças, adolescentes, meia idade, os mais velhos também, e eu acho muito legal a iniciativa de realizar um evento como esse, e as pessoas saírem de casa levando a bateria, que a gente que toca sabe que não é um instrumento fácil de levar e carregar”, relatou Vera Figueiredo. “Então, é um incentivo muito grande para a cultura em geral e também para trazer as pessoas para a rua de uma outra maneira, sendo útil, tocando, fazendo música. Para mim, foi um prazer imenso estar aqui em Palhoça. Obrigado a todos que organizaram e apoiaram o evento”, finalizou a baterista.

Até o prefeito de Palhoça, Eduardo Freccia, foi desafiado a assumir as baquetas e não hesitou em arriscar suas primeiras notas em uma bateria e participar da festa, que celebrou os 128 anos de emancipação política do município. “Foi muito orgulho ver todo aquele pessoal participando do Palhoça Drum Fest. Foi a primeira vez que eu toquei uma bateria, nunca havia nem sentado naquela banqueta, foi uma experiência muito diferente estar ali no palco e foi um prazer enorme participar do evento, que é mais uma das festas dentro da nossa programação de comemoração de aniversário do município”, celebrou o prefeito Eduardo.

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